Dados de Replicação para: Transformação digital dos governos brasileiros: Satisfação dos cidadãos com os serviços públicos digitais nos estados e no Distrito Federal

Por Innovation in Citizen Services Division (VPS/IFD/ICS)

Este conjunto de dados acompanha a publicação Digital Transformation of Brazilian Governments: Citizen Satisfaction with Digital Public Services.

Reúne os resultados de uma pesquisa de abrangência nacional sobre como a população percebe e vivencia a transformação digital do poder público no Brasil.

Entre os eixos investigados pela pesquisa a respeito da digitalização do setor público estão:

  • A maneira como as pessoas se adaptam ao ambiente digital
  • O grau de conectividade e de uso da internet
  • A satisfação com os serviços públicos digitais nas esferas estadual, federal e municipal
  • A comparação com os serviços digitais oferecidos pelo setor privado.

Os resultados mostram que a maior parte dos brasileiros está bem conectada e se sente à vontade no mundo digital, ainda que persistam desigualdades conforme a idade, a escolaridade e as faixas de renda.

Pelo seu nível de detalhamento, este conjunto de dados é um recurso valioso para pesquisadores e formuladores de políticas que estudam a modernização do Estado brasileiro e a satisfação dos cidadãos com os serviços públicos on-line.

Mostrar mais

Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/jud8i0n4
Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional
Produto de Conhecimento Relacionado
Citação

Lafuente, Mariano, et al. (2022). Dados de Replicação para: Transformação digital dos governos brasileiros: Satisfação dos cidadãos com os serviços públicos digitais nos estados e no Distrito Federal. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/jud8i0n4

Data de publicação 2022-11-08
Data de modificação 2026-08-26
Tags/Palavras-Chave Brasil · Satisfação dos Cidadãos · Conectividade · Governança Digital · Governo Digital · Transformação Digital · Inovação · Serviços Públicos · Estados
Idioma
  1. Português
Cobertura Temporal 2020-2020
País
Brasil
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Lafuente, Mariano
Leite, Rafael
Porrúa, Miguel
Valenti, Pablo
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados de Inquéritos
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Quais aspectos do acesso digital no Brasil este conjunto de dados mede?

Os dados registram de que forma a população brasileira se conecta à internet, seja em casa, seja por dispositivos móveis. Nesse sentido, 86,7% afirmam ter banda larga (Wi‑Fi) na residência e 94,7% dizem conseguir acessar a rede pelo celular. Tais indicadores permitem aos formuladores de políticas dimensionar as lacunas de inclusão digital entre regiões, faixas etárias e níveis de renda.

Quão disseminado é o acesso à banda larga entre as diferentes regiões?

O acesso à banda larga apresenta nítidos contrastes territoriais. O Sudeste e o Sul passam dos 90%, ao passo que o Norte e o Nordeste ficam abaixo, perto de 84% a 85%. Essa diferença reflete desigualdades regionais que persistem na infraestrutura digital.

Quais são os principais motivos pelos quais os domicílios não têm banda larga em casa?

Os respondentes apontam, principalmente, a falta de dispositivos (43,7%), o pouco interesse na banda larga (43,5%) e o custo elevado do serviço (29,8%). Esse panorama ajuda a distinguir se as barreiras são de natureza econômica, tecnológica ou ligada ao letramento digital.

Para que os brasileiros costumam usar a internet de casa?

  • O WhatsApp lidera os usos, com 94,7%
  • Redes sociais (87%)
  • Streaming de vídeo (74,1%)
  • Leitura de notícias (73,4%).
  • Os usos educacionais, como as aulas on-line, alcançam 51,1%, o que evidencia uma adoção consistente das ferramentas de aprendizagem digital.

Quantas pessoas se conectam à internet pelo celular?

A conexão móvel é praticamente universal: 94,7% dos respondentes afirmam conseguir navegar pelo celular. Por isso, a conectividade móvel é a principal porta de entrada para os serviços digitais no Brasil.

Qual é o grau de satisfação da população com os serviços públicos e privados on-line?

A maioria descreve experiências positivas:
- 7% muito satisfeita
- 54,7% satisfeita
- 6,9% se declaram insatisfeitos. Isso indica que, de modo geral, a qualidade dos serviços digitais tem boa aceitação, ainda que haja espaço para avançar.

Até que ponto as pessoas se sentem adaptadas ao mundo digital?

Quase metade (45,1%) afirma que já dominava as ferramentas digitais.
Outros 24,8% se adaptaram sem dificuldade. Um total de 12,2% relata grande dificuldade ou a impossibilidade de se adaptar, sobretudo entre os idosos e os domicílios de menor renda.

Com quais dispositivos as pessoas acessam os serviços digitais públicos ou privados?

  • 87,2% usam o celular
  • 41,6% recorrem a um notebook ou computador
  • 5,1% utilizam um tablet
    Esses números confirmam o quanto é decisivo conceber os serviços priorizando o celular (mobile‑first).

Com que frequência os brasileiros recorrem aos serviços digitais?

O uso cotidiano é bastante difundido: 35,8% recorrem aos serviços digitais todos os dias e outros 14,3% o fazem várias vezes por semana. Apenas 5,9% os utilizam uma vez por mês ou menos.

Qual é o canal mais comum de relacionamento com o governo estadual?

O canal mais frequente é a interação pela internet (34,3%), seguida das ligações telefônicas (17,3%) e do atendimento presencial (15,2%). Há um deslocamento em direção aos canais digitais, sem que os meios tradicionais percam relevância.

Como os moradores preferem realizar os trâmites estaduais?

As preferências se distribuem entre os diferentes canais:
- 26% esperam resolver pelo site
- 24,4% pretendem usar um aplicativo
- 24% preferem o atendimento presencial
Essa diversidade reforça a conveniência de oferecer os serviços de forma omnicanal.

O que o conjunto de dados mostra sobre a desigualdade digital?

Notam-se clivagens nítidas conforme a idade, a renda e a escolaridade. Por exemplo:
- O acesso à banda larga cai para 73,5% entre os de menor escolaridade.
- Apenas 40,5% dos domicílios de baixa renda utilizam o banco on-line, ante 84,2% dos de renda mais alta.
Essas diferenças permitem direcionar melhor as políticas de inclusão digital.

Como os formuladores de políticas podem aproveitar este conjunto de dados?

Serve de base para decisões voltadas a: - Ampliar a infraestrutura de banda larga
- Reforçar os programas de letramento digital
- Conceber serviços públicos pensados primeiro para o celular
- Identificar os obstáculos à adoção digital
- Acompanhar a satisfação com os serviços públicos on-line
Oferece um retrato detalhado e representativo em âmbito nacional do vínculo da população brasileira com a tecnologia digital e dos pontos em que o investimento público surte mais efeito.

De que forma o governo brasileiro está modernizando seus serviços públicos?

Os dados revelam que a população brasileira recorre cada vez mais aos canais digitais para se relacionar com o poder público. Por exemplo, 34,3% usam a internet (computador, tablet ou telefone) como principal meio de contato com o governo estadual e 24,4% utilizam aplicativos para os seus trâmites estaduais. Ações como solicitar documentos on-line (16%) ou agendar serviços de forma digital (21,3%) ilustram a virada rumo a serviços públicos que priorizam o digital.

Como a transformação digital do governo melhora o atendimento ao cidadão?

A população manifesta alta satisfação com os serviços on-line: 54,7% estão satisfeitos e 7% muito satisfeitos com sua experiência digital. Soma-se a isso o fato de que 87,2% acessam os serviços pelo celular, sinal de que os canais digitais são acessíveis e cômodos para a maioria.

Como a transformação digital facilita o acesso dos cidadãos aos benefícios do governo?

De acordo com os dados, 34,2% dos respondentes usaram canais digitais para solicitar benefícios sociais (por exemplo, Bolsa Família, FGTS ou o seguro-desemprego). Isso demonstra que a transformação digital amplia diretamente o acesso a programas públicos essenciais.

De que maneira os brasileiros costumam acessar os serviços digitais públicos ou privados?

O celular se impõe com folga: 87,2% o utilizam para acessar os serviços. Em seguida vêm o computador (41,6%) e o tablet (5,1%). Daí a importância de conceber os serviços priorizando o dispositivo móvel.

Com que assiduidade os cidadãos usam os serviços digitais?

  • 35,8% usam os serviços digitais diariamente
  • 14,3% várias vezes por semana
  • 5,9% uma vez por mês ou menos
    Para boa parte da população, os serviços digitais já fazem parte da rotina diária.

Quão satisfeita a população brasileira está com sua experiência ao usar os serviços on-line?

A maioria relata experiências positivas:
- 7% muito satisfeita
- 54,7% satisfeita
Apenas 6,9% se mostram insatisfeitos, o que aponta para uma ampla aceitação dos serviços públicos digitais.

Quão bem os cidadãos estão se adaptando à transformação digital?

  • 45,1% afirmam que já estavam adaptados
  • 24,8% se adaptaram sem dificuldade
  • 12,2% enfrentaram dificuldade importante
    Idosos e domicílios de menor renda são os que mais encontram obstáculos.

Que obstáculos impedem os cidadãos de ter banda larga em casa?

Entre os principais motivos estão: - Não ter dispositivo (computador/tablet): 43,7%
- Falta de interesse na banda larga: 43,5%
- Alto custo do serviço: 29,8%
Esses achados ajudam os formuladores de políticas a direcionar as ações de inclusão digital.

Que obstáculos limitam o acesso à internet móvel?

Entre quem não tem internet móvel: - 54,4% não demonstram interesse
- 27,3% não possuem smartphone
- 24% consideram o serviço caro demais
Isso coloca a acessibilidade financeira e a posse de dispositivos no centro dos desafios.

Arquivos do conjunto de dados

Carregar mais