Tabelas e Figuras para: Medindo o Custo do Trabalho Assalariado na América Latina e no Caribe

Por Social Protection and Labor Markets Division (VPS/SCL/SPL)

Este conjunto de dados traz informações inéditas sobre quanto custa o trabalho assalariado em 20 países da América Latina e do Caribe. Reúne dados sobre os três principais custos envolvidos na contratação de um trabalhador assalariado: (i) o salário mínimo e outros benefícios monetários, (ii) as contribuições obrigatórias destinadas à previdência social e a outros benefícios, e (iii) as disposições que asseguram a estabilidade no emprego.

Dois novos indicadores

Desses dados nascem dois indicadores inéditos. O primeiro, o custo não salarial médio do trabalho assalariado (NWC), responde a uma pergunta direta: a partir do salário médio, que parcela adicional trabalhadores e empregadores precisam arcar para cumprir todos os custos não salariais exigidos por lei em uma relação de trabalho formal? O segundo acrescenta a esses custos não salariais a restrição nominal de que nenhum salário legal pode ficar abaixo do salário mínimo, e calcula o valor anual em dólares de remunerar um trabalhador com o salário mínimo somado a todos os custos não salariais obrigatórios, em proporção do produto interno bruto (PIB) por trabalhador: é o custo mínimo do trabalho assalariado (MCSL).

Fatos principais

  • No conjunto da região, o custo não salarial médio do trabalho assalariado (NWC) equivale a 49% dos salários.
  • As diferenças entre os países são acentuadas: na Argentina, no Brasil e no Peru o custo gira em torno de 70% dos salários, ao passo que em Trinidad e Tobago, na Jamaica e no Chile fica abaixo de 40%.
  • Dentro do NWC, as contribuições obrigatórias são o item de maior peso, com 27,3% dos salários, seguidas dos benefícios adicionais (13,8%) e das disposições de estabilidade no emprego (8,4%).
  • Do total das contribuições obrigatórias, os empregadores arcam em média com 17,5% dos salários anuais, contra 9,8% por parte dos empregados.
  • O custo mínimo do trabalho assalariado (MCSL) situa-se, em média, em 39% do PIB por trabalhador, com variação ainda maior entre países: fica abaixo de 15% no México, em Trinidad e Tobago e na República Dominicana, mas chega a 95% do PIB per capita em Honduras.
  • Embora apresentem um NWC abaixo da média, os cinco países mais pobres da amostra são os que registram o MCSL mais alto, em razão de salários mínimos elevados frente ao seu PIB por trabalhador.

O conjunto de dados acompanha a publicação do BID "Medindo o Custo do Trabalho Assalariado na América Latina e no Caribe".

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/08k5i4rc
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Produto de Conhecimento Relacionado
Citação

Alaimo, Veronica, et al. (2017). Tabelas e Figuras para: Medindo o Custo do Trabalho Assalariado na América Latina e no Caribe. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/08k5i4rc

Data de publicação 2017-07-18
Data de modificação 2026-08-26
Tags/Palavras-Chave Salário mínimo · Custo não salarial · Encargos sobre a folha de pagamento · Indenizações por demissão
Idioma
  1. Inglês
Cobertura Temporal 2013-2013
País
Argentina
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guatemala
Honduras
Jamaica
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Trinidad e Tobago
Uruguai
Venezuela
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Alaimo, Veronica
Gualavisi, Melany
Villa, Juan Miguel
Bosch, Mariano
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Estrutura dos Dados Dados Semiestruturados
Notas dos Dados

O que este conjunto de dados registra?

Registra o custo do trabalho assalariado em 20 países da América Latina e do Caribe, com dados sobre salários mínimos e outros benefícios monetários, contribuições obrigatórias à previdência social e disposições de estabilidade no emprego.

Em que consistem os dois novos indicadores?

O custo não salarial médio do trabalho assalariado (NWC), ou seja, a parcela adicional de salários necessária para cobrir todos os custos não salariais exigidos por lei; e o custo mínimo do trabalho assalariado (MCSL), o custo anual de pagar o salário mínimo mais todos esses custos obrigatórios, em proporção do PIB por trabalhador.

A quanto chega o custo não salarial médio do trabalho assalariado na região?

No conjunto da região, o custo não salarial médio do trabalho assalariado (NWC) corresponde a 49% dos salários.

Quão diferentes são os custos não salariais de um país para outro?

As diferenças são grandes: na Argentina, no Brasil e no Peru o custo gira em torno de 70% dos salários, enquanto em Trinidad e Tobago, na Jamaica e no Chile fica abaixo de 40%.

Que componentes formam o custo não salarial?

As contribuições obrigatórias são o item de maior peso, com 27,3% dos salários, seguidas dos benefícios adicionais com 13,8% e das disposições de estabilidade no emprego com 8,4%. Dentro dessas contribuições obrigatórias, os empregadores arcam com 17,5% dos salários anuais médios, contra 9,8% dos empregados.

O que mede o custo mínimo do trabalho assalariado (MCSL)?

O MCSL fica, em média, em 39% do PIB por trabalhador, com fortes variações: abaixo de 15% no México, em Trinidad e Tobago e na República Dominicana, mas chegando a 95% do PIB per capita em Honduras.

Por que os países mais pobres registram o custo mínimo do trabalho assalariado mais alto?

Apesar de terem custos não salariais abaixo da média, os cinco países mais pobres da amostra são os que apresentam o MCSL mais alto, em razão de salários mínimos elevados em relação ao seu PIB por trabalhador.

Em qual formato é possível baixar os dados?

O conjunto de dados está disponível para baixar como um arquivo XLSX (Labor-Costs-Annex-1).

Como devo citar este conjunto de dados?

Cite a fonte da seguinte forma: Alaimo, Veronica, et al. (2017). Tabelas e Figuras para: Medindo o Custo do Trabalho Assalariado na América Latina e no Caribe. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/08k5i4rc

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