Dados de Pesquisa Associados a: A Better World for Migrants in Latin America and the Caribbean

Por Migration Unit (VPS/SCL/MIG)

O que a população pensa dos imigrantes e como enxerga a migração na América Latina e no Caribe? É esse o panorama que este conjunto de dados ilumina, com foco nas atitudes em relação aos imigrantes. Ele nasce de um estudo experimental conduzido em nove países e desenvolvido em parceria pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Objetivo

A proposta é compreender de que forma estratégias de comunicação direcionadas movimentam a opinião pública e moldam as atitudes em relação aos migrantes. Por isso, serve de base de evidências para quem formula políticas migratórias, para os pesquisadores e para instituições voltadas à coesão social e à gestão regional da migração.

Estrutura experimental

Para aferir o efeito sobre as atitudes em relação aos imigrantes, foram testadas duas intervenções de comunicação:

  • Conteúdo informativo: trazia dados objetivos sobre a escala, a contribuição econômica e o perfil demográfico das populações migrantes na América Latina.
  • Narrativa emotiva: recorria a histórias carregadas de empatia para estimular percepções positivas dos imigrantes e reduzir atitudes xenófobas.

Alcance regional

Realizado em nove países da América Latina e do Caribe, o estudo capta a diversidade das realidades sociais, econômicas e políticas da região diante da migração e da integração.

Características do conjunto de dados

O conjunto de dados reúne: - Respostas de pesquisa antes e depois da intervenção que registram as mudanças nas percepções em relação aos imigrantes
- Atribuições de grupo que indicam a exposição a mensagens informativas ou emotivas
- Indicadores sociodemográficos como idade, gênero, educação e renda
- Identificadores por país que viabilizam comparações regionais e análise entre países

Relevância para os estudos de migração

Como a migração na América Latina segue moldando os mercados de trabalho, a governança e o debate público, este conjunto de dados torna possível: - analisar de que maneira a informação e a emoção influenciam as atitudes públicas em relação aos imigrantes
- identificar os grupos demográficos mais receptivos a cada tipo de mensagem
- avaliar estratégias capazes de reduzir o sentimento anti-imigrante e promover a aceitação das políticas migratórias

Aplicações de pesquisa

Pesquisadores, ONGs e formuladores de políticas podem recorrer ao conjunto de dados para: - modelar as respostas comportamentais às narrativas migratórias entre as populações latino-americanas
- estudar como as atitudes evoluem após a exposição a diferentes tipos de intervenções midiáticas
- desenhar campanhas de comunicação escaláveis que promovam a inclusão e aprimorem o discurso migratório na América Latina

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/fnm3-ab90
Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional
Produto de Conhecimento Relacionado
Citação

Cruces, Guillermo, et al. (2023). Dados de Pesquisa Associados a: A Better World for Migrants in Latin America and the Caribbean. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/fnm3-ab90

Data de publicação 2023-08-18
Data de modificação 2026-09-30
Tags/Palavras-Chave Atitudes · Emigração · Imigração · Pesquisas sociais
Idioma
  1. Espanhol
Cobertura Temporal 2021-2021
País
Barbados
Chile
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
Equador
México
Peru
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Cruces, Guillermo
Fajardo, Johanna
Hernández, Pablo
Ibáñez, Ana María
Luzes, Marta
Meléndez, Marcela
Muñoz, Felipe
Rodríguez Guillén, Lucina
Tenjo, Laura
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados Experimentais
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Do que se trata este conjunto de dados?

É um conjunto de dados experimental que abrange vários países e mede as atitudes em relação aos imigrantes e as percepções da migração na América Latina. Reúne microdados harmonizados de experimentos de pesquisa aplicados em diferentes países (por exemplo, Peru, Colômbia, Chile, México, Equador, Barbados e República Dominicana), além de arquivos por país como raw-peru.csv e raw-colombia.csv e um dicionário unificado (diccionario.xlsx).

Como foi estruturado o desenho experimental?

Cada participante foi distribuído aleatoriamente em um de três grupos: - Controle (control) - Vídeo informativo (informativo), que corrige equívocos sobre a escala e as características da migração - Vídeo emotivo (emotivo), pensado para despertar empatia em relação aos migrantes
Os resultados abrangem a atualização de crenças e as atitudes declaradas em relação aos imigrantes, aferidas com uma bateria de perguntas (por exemplo, q10–q25, com faixas próprias de cada país).

Que perguntas este conjunto de dados ajuda a responder?

  • As mensagens informativas, em comparação com as emotivas, alteram as atitudes em relação aos imigrantes?
  • Quais grupos (por idade, gênero, educação) se mostram mais receptivos?
  • Como as respostas variam entre países e dentro de um mesmo país (regiões/cidades)?
  • Quais equívocos (tamanho, características, impacto econômico) são mais fáceis de corrigir?

Como reunir os países para uma análise regional da migração na América Latina?

  1. Examine os dicionários para alinhar os nomes das variáveis e as escalas.
  2. Anexe os arquivos por país e acrescente um identificador pais quando ele não existir.
  3. Harmonize as opções de resposta (por exemplo, faça os códigos Likert corresponderem a uma escala comum).
  4. Agrupe os erros padrão por país (e por região quando for pertinente).
  5. Inclua variáveis indicadoras de tratamento (informativo, emotivo) e suas interações com as variáveis demográficas para investigar a heterogeneidade.

Quais são as medidas de resultado mais usuais?

  • Índices de atitudes em relação aos imigrantes (por exemplo, proximidade percebida, reconhecimento de direitos, apoio a políticas de inclusão).
  • Pontuações de conhecimento ou crença sobre o tamanho e as características da migração (antes e depois, ou somente depois, conforme o braço).
  • Itens de apoio a políticas ligados à integração dos migrantes ou às restrições.

Qual é a melhor forma de estimar os efeitos do tratamento?

  • Intenção de tratar: faça a regressão dos resultados sobre informativo e emotivo (o grupo de controle fica omitido), com efeitos fixos por país (e, se quiser, por região).
  • Heterogeneidade: cruze os indicadores de tratamento com educacion, edad, genero.
  • Controle de testes múltiplos: ao montar índices a partir de muitos itens, defina antecipadamente a construção do índice ou ajuste os valores p.

Este conjunto de dados tem limitações?

  • Diferenças culturais e linguísticas: a redação pode mudar de um país para outro; confirme a equivalência dos itens no Diccionario.
  • Escala dos resultados: as distribuições Likert costumam apresentar assimetria; considere modelos ordenados ou índices padronizados.
  • Efeitos de curto prazo: os resultados refletem mudanças imediatas ou de curto prazo; a persistência no longo prazo não é observada diretamente.

Que atitudes em relação aos imigrantes costumam aparecer nas pesquisas de opinião pública?

Com base em respostas de pesquisa sobre atitudes sociais, confiança e preferências de política, o conjunto de dados capta como o público percebe os imigrantes. As opiniões variam bastante de um país e de um grupo demográfico para outro: há quem manifeste preocupação com a competição econômica e quem apoie políticas inclusivas.

Como as pessoas costumam perceber o impacto econômico dos imigrantes e a competição por empregos?

As variáveis da pesquisa mostram que muitos respondentes relacionam a imigração à competição no mercado de trabalho, sobretudo nos grupos de menor renda e menor escolaridade. Mesmo assim, outros manifestam opiniões neutras ou positivas, o que indica que a percepção depende em boa medida do contexto socioeconômico.

Como as atitudes em relação aos imigrantes mudam conforme idade, educação, gênero e ideologia política?

Por poder ser desagregado segundo as características demográficas, o conjunto de dados revela que o nível de educação e as preferências políticas são fortes preditores das atitudes. Quem tem maior escolaridade tende a manifestar opiniões mais favoráveis, ao passo que a orientação ideológica influencia o apoio a políticas restritivas ou inclusivas.

Por que certos grupos mantêm atitudes negativas em relação aos imigrantes?

As respostas do conjunto de dados ligam as percepções negativas às preocupações com segurança, desigualdade econômica e confiança nas instituições. Quem declara pouca confiança no governo ou grande preocupação com o crime tem mais probabilidade de manifestar opiniões desfavoráveis em relação aos imigrantes.

Que perguntas de pesquisa, escalas e medidas experimentais são empregadas para medir as atitudes em relação aos imigrantes?

O conjunto de dados incorpora perguntas de pesquisa padronizadas que medem as percepções de segurança, a confiança, a tolerância social e as preferências de política. Com uma codificação e uma metodologia uniformes, essas variáveis tornam possível a comparação entre países e entre grupos populacionais.

Em que as atitudes em relação aos imigrantes diferem entre as populações urbanas e rurais?

Com seus identificadores geográficos, o conjunto de dados permite comparar diferentes localidades. As atitudes mudam de uma região para outra: os respondentes das cidades costumam relatar níveis de risco percebido, confiança e apoio a políticas distintos dos que vivem em áreas menos povoadas.

Arquivos do conjunto de dados

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