Particularismo Político no Mundo: 1978-2001

Por Department of Research and Chief Economist (VPS/RES/RES)

Este conjunto de dados investiga os sistemas eleitorais e como as diferenças entre eles se relacionam com os resultados econômicos.

Reúne indicadores que mostram o quanto os políticos constroem a carreira buscando eleitorados geograficamente restritos em vez dos eleitorados de partido.

O objetivo Mensurar os níveis de particularismo político e montar um índice de particularismo político.

Ao colocar números em quanto os políticos dependem do apoio local, e não da fidelidade ao partido, este recurso embasa os estudos comparados sobre desenho institucional, vieses das políticas públicas e prestação de contas nas urnas.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/gu9wbgds
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
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Citação

Scartascini, Carlos, et al. (2015). Particularismo Político no Mundo: 1978-2001. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/gu9wbgds

Data de publicação 2015-03-04
Data de modificação 2026-09-30
Tags/Palavras-Chave Participação política
Idioma
  1. Inglês
Cobertura Temporal 1978-2001
País
Afeganistão
Albânia
Argélia
Andorra
Angola
Antígua e Barbuda
Argentina
Armênia
Austrália
Áustria
Azerbaijão
Bahamas
Bangladesh
Barbados
Bielorrússia
Bélgica
Belize
Benin
Bolívia
Bósnia e Herzegovina
Botsuana
Brasil
Bulgária
Burundi
Cabo Verde
Camboja
Camarões
Canadá
República Centro-Africana
Chile
China
Colômbia
Comores
República do Congo
Costa Rica
Croácia
Cuba
Chipre
Dinamarca
Djibuti
República Dominicana
Congo - Kinshasa
Equador
Egito
El Salvador
Essuatíni
Fiji
Finlândia
França
Gabão
Alemanha
Gana
Grécia
Granada
Guatemala
Guiné
Guiné-Bissau
Guiana
Haiti
Honduras
Hungria
Islândia
Índia
Indonésia
Irã
Iraque
Irlanda
Israel
Itália
Costa do Marfim
Jamaica
Japão
Jordânia
Cazaquistão
Quênia
Quiribati
Kuwait
Quirguistão
Laos
Letônia
Líbano
Lesoto
Libéria
Liechtenstein
Lituânia
Luxemburgo
Madagascar
Malaui
Malásia
Maldivas
Mali
Malta
Mauritânia
Maurício
México
Micronésia
Mônaco
Mongólia
Marrocos
Moçambique
Mianmar (Birmânia)
Namíbia
Nauru
Nepal
Nova Zelândia
Nicarágua
Níger
Nigéria
Coreia do Norte
Macedônia do Norte
Noruega
Paquistão
Panamá
Papua-Nova Guiné
Paraguai
Peru
Filipinas
Polônia
Portugal
Romênia
Rússia
Ruanda
Santa Lúcia
San Marino
São Tomé e Príncipe
Senegal
Seicheles
Serra Leoa
Singapura
Eslovênia
Somália
África do Sul
Coreia do Sul
Espanha
Sri Lanka
São Cristóvão e Névis
São Vicente e Granadinas
Sudão
Suriname
Suécia
Suíça
Síria
Tadjiquistão
Tanzânia
Tailândia
Gâmbia
Países Baixos
Togo
Trinidad e Tobago
Tunísia
Turcomenistão
Tuvalu
Turquia
Uganda
Ucrânia
Reino Unido
Estados Unidos
Uruguai
Uzbequistão
Venezuela
Vietnã
Iêmen
Zâmbia
Zimbábue
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Scartascini, Carlos
Franco, Maria
Tipo de Coleta de Dados Dados Administrativos
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Em que consiste o conjunto de dados “Particularismo político pelo mundo”?

Ele calcula em que grau cada político avança apelando a eleitorados geograficamente restritos em vez dos eleitorados de partido; ou seja, dá uma medida ao particularismo político. Daí saem os valores que compõem um índice de particularismo político.

Que período e quais países abrange?

Vai de 1978 a 2001 e reúne uma ampla variedade de países do mundo todo.

Quem são seus autores e quem o publica?

Entre os autores estão Jessica Seddon Wallack, Alejandro Gaviria, Ugo Panizza e Ernesto Stein. A divulgação fica a cargo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Quais indicadores ele oferece?

  • Um índice de particularismo político que mede se pesa mais o apelo local ou o do partido
  • Outras medidas sobre sistemas eleitorais, normas institucionais e incentivos da política

O que significam os valores do índice de particularismo político?

Quanto mais alto o valor, mais influência (ou êxito na carreira) o político obtém ao apostar no apelo ao eleitorado geográfico (local) em vez do amplo apelo ao eleitorado de partido.

Que perguntas de pesquisa ele ajuda a responder?

  • Analisar como as instituições eleitorais influenciam a alocação de bens públicos, o clientelismo ou a política de obras localizadas para fins eleitorais
  • Confrontar os níveis de particularismo entre democracias e ao longo do tempo
  • Relacionar o desenho institucional aos resultados econômicos (por exemplo, investimento e crescimento)
  • Testar a hipótese de que sistemas mais centrados nos partidos contêm o localismo

Que limitações ou ressalvas vale a pena ter em mente?

  • Para em 2001, de modo que as guinadas políticas posteriores ficam de fora
  • Dificuldade de medição: separar o “enraizamento local” do mero cálculo político
  • Tanto a disponibilidade quanto a qualidade dos dados mudam conforme o país e o ano

Em palavras simples, o que é o particularismo político?

Fala-se em particularismo político quando um político prospera apelando a um eleitorado geograficamente restrito, e não a um eleitorado nacional ou de partido amplo. O conjunto de dados o capta por meio de traços do sistema eleitoral como a magnitude do distrito, o formato da cédula e o grau de proporcionalidade.

Qual é a diferença na comparação entre particularismo político e universalismo?

O conjunto de dados acompanha o particularismo codificando as regras eleitorais que incentivam apelos centrados no candidato (por exemplo, a representação proporcional de lista aberta). O universalismo, por sua vez, implica políticas ou apelos que beneficiam grupos amplos. Países com pequenas magnitudes de distrito e votação centrada no candidato tendem a pontuar mais alto em particularismo.

Quais são exemplos reais de particularismo político no governo moderno?

O conjunto de dados mostra que países como o Brasil (RP de lista aberta) e a Colômbia (sistemas centrados no candidato) apresentam níveis mais altos de particularismo, já que os políticos dependem de apelos localizados. Em contraste, os sistemas de lista fechada em partes da Europa Ocidental reduzem os incentivos particularistas.

Por que os partidos políticos adotam estratégias particularistas?

Os incentivos eleitorais impulsionam essa escolha. Quando a magnitude do distrito é pequena, ou as cédulas enfatizam candidatos individuais, os políticos se beneficiam ao direcionar circunscrições restritas. Os indicadores do conjunto de dados (por exemplo, tipo de cédula, magnitude do distrito) destacam esses mecanismos institucionais.

Como o particularismo político afeta a representação das minorias?

O conjunto de dados sugere que, em sistemas com alta magnitude de distrito e representação proporcional, os grupos minoritários podem conquistar assentos. No entanto, os sistemas centrados no candidato podem fragmentar a representação, fazendo com que a defesa das minorias dependa de apelos localizados.

Qual é a diferença entre clientelismo e particularismo político?

O clientelismo envolve trocas materiais diretas (empregos, favores) por votos. O particularismo, tal como medido no conjunto de dados, é institucional: reflete as regras eleitorais que incentivam apelos restritos. Eles se sobrepõem, mas são distintos — o particularismo é estrutural, o clientelismo é comportamental.

Qual é o papel do particularismo político na formulação de políticas públicas?

O conjunto de dados mostra que, em países com altas pontuações de particularismo, os legisladores têm maior propensão a defender gastos direcionados geograficamente (“barril de toucinho”) em vez de programas universais. Isso é inferido a partir de indicadores do sistema eleitoral como a magnitude do distrito e o tipo de cédula.

Qual é a definição formal de particularismo político na teoria política contemporânea?

Formalmente, o particularismo político é a medida em que os políticos podem avançar em suas carreiras apelando para circunscrições geográficas restritas em vez de amplas circunscrições partidárias. Essa definição fundamenta a construção do conjunto de dados.

O conjunto de dados operacionaliza o particularismo usando variáveis como: - Tipo de cédula (centrada no candidato ou no partido) - Magnitude do distrito (número de assentos por distrito) - Índice de proporcionalidade (grau de representação proporcional) Esses indicadores permitem comparações entre países dos níveis de particularismo.

Qual é o impacto dos sistemas eleitorais no particularismo político?

O conjunto de dados mostra que os sistemas de representação proporcional de lista aberta aumentam o particularismo, enquanto os sistemas de lista fechada o reduzem. A magnitude do distrito também importa: distritos menores intensificam os incentivos particularistas.

Qual é a definição do índice de particularismo político?

É um índice derivado de variáveis do sistema eleitoral (estrutura da cédula, magnitude do distrito, proporcionalidade) que quantifica a medida em que os políticos dependem de circunscrições restritas em vez de amplos apelos partidários.

Como o particularismo político é medido na ciência política?

Os cientistas políticos usam conjuntos de dados como este para codificar as regras eleitorais entre países e anos. Indicadores como o tipo de cédula (candidato ou partido), a magnitude do distrito e a proporcionalidade são combinados para produzir uma medida do particularismo.

Qual é a relação entre o particularismo político e o gasto legislativo de “barril de toucinho”?

O conjunto de dados destaca que os sistemas com altas pontuações de particularismo (distritos pequenos, cédulas centradas no candidato) são mais propensos à política do barril de toucinho, já que os legisladores buscam benefícios localizados para garantir a reeleição.

Qual é o impacto da representação proporcional de lista aberta nos níveis de particularismo político?

Países com sistemas de RP de lista aberta (por exemplo, Brasil) pontuam mais alto em particularismo, já que os candidatos precisam cultivar votos pessoais e apelos localizados em vez de depender apenas das plataformas partidárias.

Arquivos do conjunto de dados

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