Base de Dados do Índice de Melhores Empregos 2020: América Latina

Por Social Protection and Labor Markets Division (VPS/SCL/SPL)

Desenvolvido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Índice de Melhores Empregos é uma ferramenta de diagnóstico voltada a comparar como o mercado de trabalho se comporta nos diferentes países da América Latina e do Caribe. Seu desenho se apoia em duas dimensões fundamentais para aferir o desempenho do emprego: a quantidade e a qualidade. Entre suas métricas de destaque está a taxa de participação na força de trabalho na América Latina, que mostra quantas pessoas estão trabalhando ou em busca ativa de trabalho.

Indicadores de quantidade

  • Taxa de participação na força de trabalho na América Latina: revela que parcela da população em idade ativa tem emprego ou o procura ativamente.
  • Taxa de emprego: aponta qual fração da população em idade ativa ocupa um posto de trabalho.

Indicadores de qualidade

  • Formalidade: estima que proporção do emprego está inscrita nos sistemas de previdência social.
  • Salários suficientes: calcula quantos trabalhadores recebem o suficiente para ficar acima das linhas nacionais de pobreza.

Benefícios do Índice de Melhores Empregos

Ao combinar esses indicadores, o Índice de Melhores Empregos torna possível:

  • Acompanhar a evolução do mercado de trabalho e, em especial, como muda a participação na força de trabalho na América Latina.
  • Comparar países entre si para identificar lacunas e aprender com as boas práticas.
  • Formular políticas baseadas em evidências que impulsionem um emprego mais inclusivo e de melhor qualidade.
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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/prxb-w968
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Produto de Conhecimento Relacionado
Citação

Banco Interamericano de Desenvolvimento (2020). Base de Dados do Índice de Melhores Empregos 2020: América Latina. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/prxb-w968

Data de publicação 2020-02-21
Data de modificação 2026-08-26
Tags/Palavras-Chave Emprego · Taxa de emprego · Formalidade · Participação na força de trabalho · Mercado de trabalho · Salários
Idioma
  1. Espanhol
Cobertura Temporal 2010-2018
País
Argentina
Bahamas
Barbados
Belize
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guatemala
Guiana
Haiti
Honduras
Jamaica
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Suriname
Trinidad e Tobago
Uruguai
Venezuela
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Que informações estão neste conjunto de dados?

O conjunto de dados do Índice de Melhores Empregos 2020 traz a informação detalhada por país, gênero e nível de escolaridade.
Entre suas variáveis principais estão:

  • O percentual de adultos com emprego.
  • O percentual de trabalhadores formais.
  • A pontuação total do Índice de Melhores Empregos.
  • Os subíndices de quantidade e de qualidade do emprego.

De que forma o Índice de Melhores Empregos é calculado?

O índice é construído a partir de duas dimensões principais:

  1. Quantidade de emprego: capta que proporção da população adulta está ocupada.
  2. Qualidade do emprego: capta que proporção dos trabalhadores tem empregos formais com acesso à previdência social e a benefícios.

As duas dimensões são normalizadas e combinadas em uma média para chegar à pontuação total do índice, que fica entre 0 e 100.

Que países estão incluídos no índice de 2020?

O Índice de Melhores Empregos 2020 reúne dados comparáveis para quase todos os países da América Latina e do Caribe (ALC),
o que permite examinar as diferenças de qualidade do emprego entre economias e sub-regiões.

Por que medir a qualidade do emprego é fundamental?

Medir a qualidade do emprego permite aos formuladores de políticas saber não apenas quantas pessoas trabalham, mas também em que condições o fazem.
Ao evidenciar as lacunas de formalização, produtividade e equidade, o índice se torna um insumo para desenhar políticas públicas voltadas a um emprego de maior qualidade.

Para que serve este conjunto de dados?

O Índice de Melhores Empregos serve a pesquisadores, economistas e formuladores de políticas para:

  • Confrontar o desempenho do mercado de trabalho entre países.
  • Examinar as lacunas de gênero e de escolaridade na qualidade do emprego.
  • Medir os efeitos das políticas de formalização.
  • Investigar a relação entre o crescimento econômico e a geração de trabalho decente.

Quais foram as principais conclusões do índice de 2020?

Ao longo de 2020, a região viu recuar tanto a quantidade quanto a qualidade do emprego,
sobretudo por causa do choque econômico trazido pela pandemia de COVID-19.
Os grupos mais penalizados foram as mulheres e os trabalhadores com menor escolaridade.

Quais são as limitações do Índice de Melhores Empregos?

O índice está condicionado à disponibilidade e à qualidade das pesquisas de trabalho de cada país.
Suas principais limitações são:

  • Séries de dados incompletas em alguns países.
  • Definições nacionais divergentes sobre o que constitui emprego formal e informal.
  • Uma cobertura temporal restrita, já que nem sempre há atualizações a cada ano.

Quem criou o Índice de Melhores Empregos?

O Índice de Melhores Empregos é obra do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),
que o elaborou por meio de sua Divisão de Mercados de Trabalho com o objetivo de medir e estimular um emprego de melhor qualidade na América Latina e no Caribe.

Qual é o nível atual de participação da força de trabalho na América Latina?
O Índice de Melhores Empregos monitora as taxas de participação na força de trabalho dos países da América Latina e oferece um olhar comparativo sobre o quanto a população em idade ativa participa da força de trabalho.

Quantas pessoas têm emprego ou procuram trabalho de forma ativa nos países da América Latina?
O índice reúne dados de participação na força de trabalho e de taxas de emprego que, em conjunto, mostram que parcela da população em idade ativa está ocupada ou procura trabalho ativamente.

Há números recentes sobre as taxas de atividade do mercado de trabalho na América Latina?
Sim. O índice fornece estatísticas por país sobre a atividade do mercado de trabalho, atualizadas de tempos em tempos para captar as tendências mais recentes de participação e emprego.

Quais são as tendências de participação na força de trabalho nos países da América Latina?
Ao confrontar as taxas de participação entre diferentes anos e países, o índice viabiliza a análise de tendências e revela as mudanças na inserção na força de trabalho.

Como se apresenta a participação da população em idade ativa na economia da América Latina?
O índice mede ao mesmo tempo a quantidade (taxas de participação e de emprego) e a qualidade (formalidade e suficiência salarial) da inserção no mercado de trabalho.

Que incidência o emprego do setor informal tem sobre as estatísticas oficiais de trabalho na América Latina?
Um dos indicadores de qualidade centrais do índice é a formalidade, que mede a parcela de trabalhadores inscritos nos sistemas de previdência social e ajuda, assim, a dimensionar a magnitude e o efeito do emprego informal.

Por que a participação feminina na força de trabalho estagnou em alguns países da América Latina?
Como o índice desagrega as taxas de participação por gênero, ele expõe lacunas que persistem e uma estagnação da participação das mulheres na força de trabalho em vários países.

Que fatores socioeconômicos de fundo explicam o baixo emprego jovem na América Latina?
O emprego dos jovens ocupa um lugar central no índice, que destaca obstáculos como a informalidade, os salários insuficientes e os desajustes de competências que recaem sobre os trabalhadores jovens.

Qual é o papel da educação e do desajuste de competências nos desafios de emprego na América Latina?
Embora não sejam medidos de forma direta, os indicadores de suficiência salarial e de formalidade do índice deixam entrever o desajuste de competências e as barreiras educacionais que dificultam o acesso a um emprego de qualidade.

Que barreiras estruturais impedem que certos grupos da população participem do mercado de trabalho na América Latina?
O índice aponta disparidades de gênero e de idade, mas não chega a oferecer detalhamentos específicos para populações indígenas, afrodescendentes ou com deficiência.

Quais são as principais alavancas de política para que os governos elevem a participação na força de trabalho na América Latina?
Concebido para subsidiar as decisões de política, o índice assinala as lacunas na quantidade e na qualidade do emprego e orienta intervenções para aprimorar a formalidade, os níveis salariais e uma participação mais inclusiva.

Para um investidor, que implicações as tendências da força de trabalho da América Latina têm sobre o crescimento econômico?
O índice ajuda os investidores a aferir a saúde do mercado de trabalho e o potencial do capital humano, dois fatores decisivos para avaliar as perspectivas de crescimento de longo prazo e a estabilidade da força de trabalho.

Como estudante que pesquisa desenvolvimento, quais são os principais debates acadêmicos em torno da taxa de participação na força de trabalho na América Latina?
O índice alimenta os debates sobre informalidade, lacunas de gênero, emprego jovem e suficiência salarial, temas centrais da economia do trabalho e dos estudos sobre desenvolvimento.

De que maneira específica o fenômeno da 'economia gig' incide sobre a participação na força de trabalho na América Latina?
Ainda que o índice não o aborde de forma explícita, seu indicador de formalidade permite inferir o avanço do trabalho gig e o que ele implica para a proteção social e a estabilidade dos salários.

Que consequências para o bem-estar social a baixa participação na força de trabalho acarreta em determinadas comunidades da América Latina?
A participação reduzida e o emprego informal caminham junto com um acesso restrito à proteção social e uma menor segurança de renda, como traduzem os indicadores de salário e formalidade do índice.

Arquivos do conjunto de dados

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