Trinidad e Tobago: Projeto de Opinião Pública da América Latina - Pesquisa sobre Vitimização e Crime 2014

Por Country Department Caribbean Group (VPC/CCB/CCB)

Realizada em Trinidad e Tobago, a pesquisa de 2014 do Projeto de Opinião Pública da América Latina (LAPOP) dá origem a este conjunto de dados, que compila respostas individuais de pessoas a partir de 16 anos.

Principais características

  • Traz um módulo voltado à criminalidade e à vitimização, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
  • Espelha-se na estrutura e nos objetivos da Pesquisa Nacional de Vitimização Criminal (NCVS)
  • Registra medidas sobre:
  • O que a população vivencia em relação ao crime
  • Como cada um enxerga a própria segurança e a da comunidade
  • O contato com as forças de segurança

Valor para a pesquisa

O desenho do estudo viabiliza a pesquisa comparada em linha com os estudos internacionais de vitimização e ampara:

  • A análise de políticas
  • Os estudos sobre segurança pública
  • A criminologia dedicada à confiança cívica e às tendências de criminalidade em Trinidad e Tobago

Documentação

Quem pesquisa vai encontrar:

  • Documentação técnica completa
  • Os questionários originais
  • Transparência metodológica que permite replicar o estudo e incorporá-lo a investigações regionais mais amplas

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/jawbs0sh
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Citação

Banco Interamericano de Desenvolvimento (2016). Trinidad e Tobago: Projeto de Opinião Pública da América Latina - Pesquisa sobre Vitimização e Crime 2014. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/jawbs0sh

Data de publicação 2016-09-13
Data de modificação 2026-10-28
Tags/Palavras-Chave Vítima de violência
Idioma
  1. Inglês
Em Série Latin American Public Opinion Project
Cobertura Temporal 2014-2014
País
Trinidad e Tobago
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados de Inquéritos
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Unidade de Observação do Conjunto de Dados

Indivíduo

Notas dos Dados

De que forma este conjunto de dados dialoga com a Pesquisa Nacional de Vitimização Criminal (NCVS)?

Por adotar uma metodologia próxima à da NCVS, o módulo de vitimização registra o crime que não chega a ser denunciado, as experiências pessoais com a criminalidade, a percepção de segurança e a confiança nas forças de segurança — o que o deixa apto a análises comparativas no mundo todo.

Este conjunto de dados integra a Pesquisa Nacional de Vitimização Criminal (NCVS) oficial dos Estados Unidos?

Não. É uma pesquisa do Projeto de Opinião Pública da América Latina (LAPOP) ajustada à realidade regional e aplicada em Trinidad e Tobago. Ainda assim, seu módulo de vitimização foi montado em sintonia com o modelo da NCVS, o que o torna um valioso recurso comparativo para quem estuda criminalidade e para analistas de políticas.

Quem a amostra abrange?

Estão contempladas pessoas de 16 anos em diante, selecionadas a partir de uma amostra representativa de todo o país que cobre áreas urbanas e rurais, com sobreamostras voltadas às principais regiões metropolitanas.

Que tipo de dados sobre criminalidade ele traz?

Abrange a vitimização direta — furtos, agressões e situações afins — e igualmente as ameaças percebidas, somadas à opinião sobre a agilidade da polícia, a imparcialidade da justiça e a sensação de segurança nas ruas.

A documentação técnica e os instrumentos da pesquisa acompanham os dados?

Sim. O pacote inclui documentação técnica detalhada, livros de códigos e os questionários originais em inglês, viabilizando uma análise transparente e reproduzível.

Esses dados servem para desenhar ou avaliar políticas?

Sem dúvida. Com eles é possível analisar, com base em evidências, como o crime é percebido, quanta confiança as instituições inspiram e como a criminalidade se distribui pelo território — subsídios ideais para embasar decisões de política.

Existem dados detalhados por cidade ou por distrito?

Sim. Para além dos resultados de âmbito nacional, há variáveis que apontam o distrito, o município e a corporação regional de cada respondente, o que possibilita a análise subnacional.

Em que formatos os arquivos são disponibilizados?

Os arquivos vêm em CSV, com dicionários compatíveis com SPSS, o que torna simples carregá-los em programas estatísticos como R, Stata ou ambientes Python.

Quem bancou e coordenou o módulo sobre criminalidade?

O custeio do módulo de criminalidade e vitimização ficou a cargo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que atuou em conjunto com o LAPOP, sediado na Universidade Vanderbilt.

Dá para combinar esses dados com outros conjuntos de dados sobre criminalidade da América Latina?

Sim. Por serem padronizados, prestam-se a comparações entre países no âmbito do Barômetro das Américas do LAPOP e, em pesquisas de maior alcance, com fontes como a NCVS.

O conjunto de dados do LAPOP cobre os tipos de crime medidos pela NCVS?

Sim. A edição LAPOP 2014 de Trinidad e Tobago contém módulos sobre vitimização por crimes contra a pessoa e o patrimônio — furtos, agressões, ameaças — que correspondem a várias categorias de crime da NCVS.

Ele reúne informações demográficas sobre as vítimas?

Sim. Cada registro carrega atributos demográficos do respondente — idade, gênero, região, escolaridade —, o que permite separar as tendências de vitimização por grupo, em lógica parecida com a da NCVS.

Os dados do LAPOP captam o crime que não chega a ser denunciado?

Sim. À semelhança da NCVS, o LAPOP reúne os relatos que cada pessoa faz da própria experiência com o crime, inclusive se o levou ou não à polícia; esse dado é essencial para estimar a cifra oculta da criminalidade.

Este conjunto de dados pode orientar decisões de política, assim como os dados da NCVS?

Sim. Com cofinanciamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a pesquisa foi pensada desde o início para alimentar as decisões de segurança pública, as estratégias de policiamento e as políticas de justiça em Trinidad e Tobago.

O conjunto de dados do LAPOP permite a comparação com a NCVS?

Até certo ponto. Mesmo não sendo conduzido pelo U.S. Census Bureau nem pelo DOJ, o módulo de vitimização do LAPOP foi montado seguindo as definições e a lógica de coleta da NCVS, o que viabiliza uma comparação por temas.

Quão seguras as pessoas se sentem conforme a região de Trinidad e Tobago?

Ao reunir como cada pessoa declara sua sensação de segurança pública, o conjunto de dados torna possível confrontar municípios e distritos, insumo decisivo para distribuir recursos e desenhar estratégias de policiamento comunitário.

Quais crimes a população sofre com mais frequência?

As respostas revelam as formas mais comuns de vitimização — furtos, agressões físicas, ameaças — e ajudam os formuladores de políticas a perceber quais crimes predominam e para onde direcionar os esforços de prevenção.

Que grupos correm maior risco diante do crime, e em quais lugares?

Por se desdobrar em idade, gênero, escolaridade e condição urbana ou rural, o conjunto de dados ajuda a apontar as populações mais expostas e as localidades com maior criminalidade, com vistas a intervenções direcionadas.

As vítimas procuram a polícia para denunciar? E, quando não o fazem, por quê?

O estudo mostra com que frequência os crimes são denunciados, por que muitos não chegam à polícia e quanta confiança as forças de segurança inspiram — indicadores-chave para avaliar a legitimidade policial e a urgência de reformar as instituições.

Como muda a opinião do público sobre a polícia e o sistema de justiça?

O conjunto de dados afere a confiança na polícia, a imparcialidade atribuída à justiça e o nível de satisfação com a resposta ao crime, servindo de guia para reformar a justiça procedimental e os mecanismos de prestação de contas.

Há ligação entre ser vítima de crime e a confiança política ou o engajamento cívico?

Cruzando os dados de vitimização com as posturas políticas — confiança no governo, comportamento eleitoral, entre outras —, quem pesquisa consegue avaliar se níveis altos de criminalidade caminham junto com o retrocesso democrático ou o afastamento da vida cívica.

Como a vitimização se distribui pelo território?

Com variáveis por distrito e a distinção entre o urbano e o rural, torna-se possível mapear o crime no território, o que auxilia no deslocamento estratégico das forças de segurança e no planejamento de cidades com espaços públicos mais seguros.

As condições socioeconômicas se associam a uma maior exposição ao crime?

Ao registrar como os respondentes enxergam a própria economia, junto com sua situação de emprego e sua escolaridade, a pesquisa abre caminho para analisar as condições estruturais capazes de alimentar a vitimização ou o risco de crime.

Que implicações de política surgem ao olhar para grupos vulneráveis como jovens ou mulheres?

Filtrar os dados por gênero e por faixa etária permite trazer à tona padrões de violência ou de ameaças marcados pelo gênero que recaem sobre os jovens — insumo para uma prevenção do crime atenta ao gênero e para ações voltadas à juventude.

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