Dados de Pesquisa Associados à: As mulheres invisíveis: Os custos da prisão e os efeitos indiretos sobre as mulheres

Por Institutional Capacity of the State Division (VPS/IFD/ICS)

Este conjunto de dados reúne dados de pesquisa provenientes da publicação Las mujeres invisibles: Los costos de la prisión y los efectos indirectos en las mujeres (disponível apenas em espanhol). A obra investiga como o encarceramento atinge não só quem está atrás das grades, mas também as famílias—em especial as mulheres—que ficam para trás.

A obra investiga como o encarceramento atinge não só quem está atrás das grades, mas também as famílias—em especial as mulheres—que ficam para trás.

Visão geral

O estudo analisa os impactos econômicos, sociais e de saúde decorrentes de ter um familiar detido no sistema prisional mexicano. Mostra como o encarceramento de um dos pais desencadeia efeitos em cadeia que comprometem o bem-estar das mulheres e ampliam a desigualdade social.

Ao cruzar dados sociodemográficos com estatísticas quantitativas sobre o encarceramento parental, o conjunto de dados expõe os custos ocultos da reclusão e oferece um dos exemplos de “mulheres invisíveis” mais evidentes da região sobre como os modelos de justiça punitiva podem marginalizar cuidadoras e dependentes.

O que os dados incluem

A pesquisa organiza-se em duas grandes partes:

  1. Características sociodemográficas de quem visita os Centros de Reabilitação Social, com informações sobre educação, emprego, renda e composição do domicílio.
  2. Consequências econômicas, sociais e de saúde do encarceramento, abrangendo as despesas assumidas pelas famílias, o acesso à assistência médica e os indicadores de sofrimento emocional.

No conjunto, esses dados revelam como as mulheres costumam carregar os encargos financeiros e emocionais da reclusão, ainda que não tenham sido condenadas.

Principais constatações

  • Quem visita as prisões são, em sua maioria, mulheres ligadas às pessoas encarceradas, o que evidencia papéis de cuidado marcados pelo gênero.
  • As famílias relatam gastos do próprio bolso expressivos com transporte, alimentação e apoio jurídico durante as visitas à prisão.
  • Entre os efeitos sobre a saúde estão transtornos associados ao estresse e o acesso restrito à assistência médica para as cuidadoras.
  • O conjunto de dados traz estatísticas sobre o encarceramento parental que destacam as desvantagens intergeracionais para os filhos das pessoas detidas.

Relevância para a pesquisa e as políticas

Este conjunto de dados é uma ferramenta valiosa para pesquisadores, jornalistas e formuladores de políticas interessados em: - A desigualdade de gênero e os custos invisíveis da reclusão
- A quantificação do impacto econômico do encarceramento sobre as famílias
- A compreensão da interseção entre justiça, pobreza e gênero na América Latina

As constatações ampliam um acervo cada vez maior de exemplos de “mulheres invisíveis” e ressaltam como os sistemas de justiça podem reproduzir a desigualdade ao ignorar as consequências no âmbito familiar.

Use este conjunto de dados para investigar como as políticas de encarceramento reconfiguram os papéis de gênero, a economia dos domicílios e os resultados de saúde, transformando os custos invisíveis da prisão em dados mensuráveis.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/tedovsi1
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Produto de Conhecimento Relacionado
Citação

Pérez Correa, Catalina (2016). Dados de Pesquisa Associados à: As mulheres invisíveis: Os custos da prisão e os efeitos indiretos sobre as mulheres. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/tedovsi1

Data de publicação 2016-05-31
Data de modificação 2026-08-26
Tags/Palavras-Chave Custos · Despesas · Sistema penitenciário · Prisões · Mulheres
Idioma
  1. Espanhol
Cobertura Temporal 2014-2014
País
México
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Pérez Correa, Catalina
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados de Inquéritos
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Quais são exemplos do mundo real de “mulheres invisíveis”?

A expressão “mulheres invisíveis” diz respeito às formas pelas quais as necessidades e as experiências das mulheres ficam de fora ao se desenhar dados, políticas e recursos. Neste conjunto de dados, essa invisibilidade se revela no modo como as cuidadoras—em sua maioria mulheres—arcam com os custos ocultos do encarceramento, como gastos com alimentação, transporte e atendimento médico.

Outros exemplos mais amplos incluem sistemas de transporte que desconsideram as necessidades de segurança das mulheres ou estudos de saúde que contam com poucas participantes mulheres.

Por que as mulheres são frequentemente excluídas da coleta e do desenho de dados?

Ao longo do tempo, os sistemas de dados tomaram os homens como o sujeito “padrão”, o que gera lacunas de dados de gênero em áreas como trabalho, saúde e justiça.

O trabalho de cuidado não remunerado das mulheres, o emprego informal e seus papéis sociais são mais difíceis de mensurar, deixando os formuladores de políticas sem evidências para corrigir as iniquidades.

Como a lacuna de dados de gênero se manifesta na vida cotidiana?

A lacuna de dados de gênero faz com que muitas políticas públicas se apoiem em evidências incompletas. Por exemplo, um calendário de visitas à prisão pode não levar em conta que a maior parte de quem comparece são mães trabalhadoras, ou as campanhas de saúde podem deixar de fora cuidadoras que passam boa parte do dia se deslocando até as unidades prisionais. Esses pontos cegos perpetuam a desigualdade no acesso, na renda e na segurança.

Quantas crianças têm pais encarcerados?

O conjunto de dados registra estatísticas quantitativas sobre o encarceramento parental de quem visita os centros prisionais mexicanos. Embora os números variem de uma unidade para outra, os dados indicam que uma parcela expressiva dos visitantes tem sob seus cuidados uma ou mais crianças afetadas pela reclusão de um dos pais, um grupo que a política social costuma deixar de lado.

Quais são as consequências para os filhos de pais encarcerados?

Os filhos de pais encarcerados enfrentam estresse emocional, rupturas na escolaridade e maior risco de pobreza. A pressão econômica gerada pelos custos jurídicos, pelas despesas de transporte e pela perda de renda agrava as desvantagens de longo prazo e consolida os ciclos de desigualdade.

O que os dados mostram sobre as tendências do encarceramento parental?

A pesquisa se concentra no México, mas converge com as tendências mundiais que apontam taxas crescentes de encarceramento parental ao longo das duas últimas décadas. O conjunto de dados oferece um retrato que complementa as iniciativas regionais e internacionais voltadas a medir o custo social da reclusão.

Por que os pais são encarcerados?

A maior parte dos casos de encarceramento parental no México diz respeito a pessoas de baixa renda condenadas por crimes leves ou sem violência. O estudo evidencia como o acesso limitado à defesa jurídica, a desigualdade estrutural e a rigidez das penas favorecem separações familiares que poderiam ser evitadas.

Existem diferenças entre as experiências de encarceramento de homens e mulheres?

Sim. As mulheres presas são em menor número, mas costumam assumir maiores responsabilidades de cuidado e dispõem de menos oportunidades de trabalho, dentro e fora da prisão. Os efeitos em cadeia sobre seus filhos e sua família estendida são desproporcionalmente graves.

Que formas de apoio existem para as famílias afetadas pelo encarceramento parental?

Os programas de apoio às famílias na América Latina ainda são escassos. Este conjunto de dados ajuda a identificar as lacunas nas políticas—por exemplo, a falta de creche, auxílios de transporte e serviços de acompanhamento psicológico—que poderiam aliviar a carga sobre as cuidadoras e atenuar os danos intergeracionais.

Como este conjunto de dados contribui para fechar a lacuna de dados de gênero?

Ao documentar os custos econômicos, sociais e de saúde que recaem sobre as mulheres e as famílias das pessoas encarceradas, o conjunto de dados converte experiências invisíveis em evidências quantificáveis. Dessa forma, apoia futuras pesquisas sobre desigualdade de gênero, reforma da justiça e bem-estar familiar.

O conjunto de dados As mulheres invisíveis conecta dois pontos cegos dos dados públicos: o trabalho não reconhecido das mulheres e os efeitos intergeracionais do encarceramento. Permite que pesquisadores e formuladores de políticas vão além das anedotas e construam estratégias baseadas em evidências que tornem o invisível visível.

Arquivos do conjunto de dados

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