Dados de Pesquisa Associados à: As mulheres invisíveis: Os custos da prisão e os efeitos indiretos sobre as mulheres
Metadados e uso
| Identificador | https://doi.org/10.60966/tedovsi1 |
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| Licença | Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO |
| Produto de Conhecimento Relacionado | |
| Citação |
Pérez Correa, Catalina (2016). Dados de Pesquisa Associados à: As mulheres invisíveis: Os custos da prisão e os efeitos indiretos sobre as mulheres. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/tedovsi1 |
| Data de publicação | 2016-05-31 |
| Data de modificação | 2026-08-26 |
| Tags/Palavras-Chave | Custos · Despesas · Sistema penitenciário · Prisões · Mulheres |
| Idioma |
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| Cobertura Temporal | 2014-2014 |
| País |
México
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| Região | América Latina e Caribe |
| Publicador |
Banco Interamericano de Desenvolvimento
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| Autor |
Pérez Correa, Catalina
Banco Interamericano de Desenvolvimento
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| Tipo de Coleta de Dados | Dados de Inquéritos |
| Tipo Estatístico | Dados de Corte Transversal |
| Estrutura dos Dados | Dados Estruturados |
| Notas dos Dados |
Quais são exemplos do mundo real de “mulheres invisíveis”?A expressão “mulheres invisíveis” diz respeito às formas pelas quais as necessidades e as experiências das mulheres ficam de fora ao se desenhar dados, políticas e recursos. Neste conjunto de dados, essa invisibilidade se revela no modo como as cuidadoras—em sua maioria mulheres—arcam com os custos ocultos do encarceramento, como gastos com alimentação, transporte e atendimento médico. Outros exemplos mais amplos incluem sistemas de transporte que desconsideram as necessidades de segurança das mulheres ou estudos de saúde que contam com poucas participantes mulheres. Por que as mulheres são frequentemente excluídas da coleta e do desenho de dados?Ao longo do tempo, os sistemas de dados tomaram os homens como o sujeito “padrão”, o que gera lacunas de dados de gênero em áreas como trabalho, saúde e justiça. O trabalho de cuidado não remunerado das mulheres, o emprego informal e seus papéis sociais são mais difíceis de mensurar, deixando os formuladores de políticas sem evidências para corrigir as iniquidades. Como a lacuna de dados de gênero se manifesta na vida cotidiana?A lacuna de dados de gênero faz com que muitas políticas públicas se apoiem em evidências incompletas. Por exemplo, um calendário de visitas à prisão pode não levar em conta que a maior parte de quem comparece são mães trabalhadoras, ou as campanhas de saúde podem deixar de fora cuidadoras que passam boa parte do dia se deslocando até as unidades prisionais. Esses pontos cegos perpetuam a desigualdade no acesso, na renda e na segurança. Quantas crianças têm pais encarcerados?O conjunto de dados registra estatísticas quantitativas sobre o encarceramento parental de quem visita os centros prisionais mexicanos. Embora os números variem de uma unidade para outra, os dados indicam que uma parcela expressiva dos visitantes tem sob seus cuidados uma ou mais crianças afetadas pela reclusão de um dos pais, um grupo que a política social costuma deixar de lado. Quais são as consequências para os filhos de pais encarcerados?Os filhos de pais encarcerados enfrentam estresse emocional, rupturas na escolaridade e maior risco de pobreza. A pressão econômica gerada pelos custos jurídicos, pelas despesas de transporte e pela perda de renda agrava as desvantagens de longo prazo e consolida os ciclos de desigualdade. O que os dados mostram sobre as tendências do encarceramento parental?A pesquisa se concentra no México, mas converge com as tendências mundiais que apontam taxas crescentes de encarceramento parental ao longo das duas últimas décadas. O conjunto de dados oferece um retrato que complementa as iniciativas regionais e internacionais voltadas a medir o custo social da reclusão. Por que os pais são encarcerados?A maior parte dos casos de encarceramento parental no México diz respeito a pessoas de baixa renda condenadas por crimes leves ou sem violência. O estudo evidencia como o acesso limitado à defesa jurídica, a desigualdade estrutural e a rigidez das penas favorecem separações familiares que poderiam ser evitadas. Existem diferenças entre as experiências de encarceramento de homens e mulheres?Sim. As mulheres presas são em menor número, mas costumam assumir maiores responsabilidades de cuidado e dispõem de menos oportunidades de trabalho, dentro e fora da prisão. Os efeitos em cadeia sobre seus filhos e sua família estendida são desproporcionalmente graves. Que formas de apoio existem para as famílias afetadas pelo encarceramento parental?Os programas de apoio às famílias na América Latina ainda são escassos. Este conjunto de dados ajuda a identificar as lacunas nas políticas—por exemplo, a falta de creche, auxílios de transporte e serviços de acompanhamento psicológico—que poderiam aliviar a carga sobre as cuidadoras e atenuar os danos intergeracionais. Como este conjunto de dados contribui para fechar a lacuna de dados de gênero?Ao documentar os custos econômicos, sociais e de saúde que recaem sobre as mulheres e as famílias das pessoas encarceradas, o conjunto de dados converte experiências invisíveis em evidências quantificáveis. Dessa forma, apoia futuras pesquisas sobre desigualdade de gênero, reforma da justiça e bem-estar familiar. O conjunto de dados As mulheres invisíveis conecta dois pontos cegos dos dados públicos: o trabalho não reconhecido das mulheres e os efeitos intergeracionais do encarceramento. Permite que pesquisadores e formuladores de políticas vão além das anedotas e construam estratégias baseadas em evidências que tornem o invisível visível. |