Assentamentos humanos e áreas urbanas na América Latina e no Caribe segundo o Grau de Urbanização (DEGURBA), 1975-2020

Por Housing and Urban Development Division (VPS/CSD/HUD)

Esta base de dados identifica, delimita e nomeia os assentamentos humanos dos 26 países membros mutuários do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) — Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela — em dez épocas entre 1975 e 2020, em intervalos de cinco anos.

Os assentamentos são obtidos com a aplicação do primeiro passo do Grau de Urbanização (DEGURBA), a metodologia harmonizada desenvolvida pela Comissão Europeia, a FAO, o ONU-Habitat, a OIT, a OCDE e o Banco Mundial para classificar o território ao longo de um contínuo urbano-rural para fins de comparação internacional (União Europeia/FAO/ONU-Habitat/OCDE/Banco Mundial, 2021).

Cada registro é um polígono de assentamento formado por células povoadas contíguas da grade. Ele informa a população e a área por tipo de célula (centro urbano, aglomerado urbano e rural), a densidade populacional, as unidades administrativas que intersecta (níveis 0 a 4 do GADM), o nome do assentamento e se está localizado na região amazônica, onde foram aplicados limiares calibrados para captar assentamentos menores e de baixa densidade. Para 2020, foram identificados 51.641 assentamentos humanos, dos quais 9.690 são áreas urbanas (pelo menos 5.000 habitantes) e 1.060 são cidades (pelo menos 50.000 habitantes).

O conjunto de dados oferece uma medida consistente e comparável da urbanização na América Latina e no Caribe (ALC) para apoiar a pesquisa, a análise de políticas e as comparações entre países. Ele complementa, e não substitui, as definições nacionais de áreas urbanas e rurais.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/o35b2pu5
Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional
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Citação

Libertun de Duren, Nora Ruth, et al. (2026). Assentamentos humanos e áreas urbanas na América Latina e no Caribe segundo o Grau de Urbanização (DEGURBA), 1975-2020. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/o35b2pu5

Data de publicação 2026-10-19
Data de modificação 2026-10-19
Tags/Palavras-Chave Grau de Urbanização · Assentamentos humanos · Urbanização · Cidades · Classificação urbano-rural · Densidade populacional · Dados geoespaciais
Idioma
  1. Inglês
Cobertura Temporal 1975-2020
País
Argentina
Bahamas
Barbados
Belize
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guatemala
Guiana
Haiti
Honduras
Jamaica
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Suriname
Trinidad e Tobago
Uruguai
Venezuela
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Libertun de Duren, Nora Ruth
Martin, Paloma
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Quais países e épocas são cobertos?

26 países membros mutuários do BID; épocas 1975, 1980, 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015 e 2020.

Quais arquivos estão incluídos?

Para cada época, três tabelas (.xlsx) e a mesma informação como polígonos no formato GeoPackage (.gpkg): normal, sin_conurb e solo_conurb. O arquivo solo_conurb contém apenas polígonos transfronteiriços. Normal mantém as conurbações transfronteiriças como polígonos únicos e sin_conurb as divide por país.

Quais variáveis o conjunto de dados contém?

polygon_id (identificador único); GID_0 a GID_4 e NAME_0 a NAME_4 (códigos e nomes GADM das unidades administrativas intersectadas, níveis 0 a 4; várias unidades são unidas por "+"); name (todos os nomes de assentamentos encontrados no polígono); max_name (nome atribuído ao polígono); pop, pop_urban_center, pop_urban_cluster, pop_rural (população, habitantes); area_km2, area_urban_center_km2, area_urban_cluster_km2, area_rural_km2 (área, km²); density (habitantes/km²); in_amazon (yes/no: polígono localizado na região amazônica). A população total de cada polígono é medida pela variável pop. É a soma de pop_urban_center e pop_urban_cluster, exceto nos assentamentos amazônicos, onde pop_rural também é considerada.

Como devem ser lidos os números de população e os nomes dos assentamentos?

Os números de população são estimativas modeladas a partir de uma grade de população, e não contagens censitárias. As categorias de assentamento na região amazônica se baseiam em limiares calibrados e não são diretamente comparáveis às de fora dela. Os nomes dos assentamentos vêm do OpenStreetMap e do Azure Maps e podem estar incompletos; nomes precedidos por "Cerca de" identificam assentamentos sem nome, rotulados segundo a localidade nomeada mais próxima.

Que atribuição se aplica?

Contém informações do OpenStreetMap e seus colaboradores, disponíveis sob a Open Database License (ODbL); limites administrativos do GADM.

Qual passo do Grau de Urbanização é aplicado?

O conjunto de dados aplica o Passo 1 (classificação das células da grade) do Grau de Urbanização. O Passo 2 (classificação das unidades administrativas locais) não foi aplicado: as unidades administrativas da região são grandes e heterogêneas, e classificá-las sub-representaria os assentamentos de densidade alta e moderada localizados em unidades classificadas como rurais. Como a classificação se baseia em uma grade de população e não em unidades administrativas, cujo tamanho e forma variam muito na região, ela capta os assentamentos independentemente dos limites administrativos que atravessam, incluindo as conurbações transfronteiriças.

Como os assentamentos foram identificados e nomeados?

(1) As células da grade são classificadas pela densidade populacional e pela população total dos aglomerados de células contíguas. Fora da região amazônica, mantêm-se os limiares originais do DEGURBA (centro urbano: pelo menos 1.500 habitantes/km² e 50.000 habitantes; aglomerado urbano: pelo menos 300 habitantes/km² e 5.000 habitantes), e os assentamentos são mantidos a partir de 300 habitantes com pelo menos uma célula de 200 habitantes/km². Na região amazônica, o limiar de aglomerado rural foi reduzido para 150 habitantes/km² e 200–5.000 habitantes. (2) As células classificadas como rurais de baixa ou muito baixa densidade são removidas e as células adjacentes restantes (conectividade de oito vizinhos) são fundidas em polígonos, cuja população é somada. (3) Os polígonos são nomeados com os pontos de lugares do OpenStreetMap seguindo a hierarquia city > town > village > hamlet; os polígonos sem correspondência são nomeados por geocodificação reversa do Azure Maps e, na falta desta, segundo o assentamento nomeado mais próximo precedido por "Cerca de". Os polígonos transfronteiriços recebem o assentamento de maior hierarquia de cada país. (4) As áreas urbanas (pelo menos 5.000 habitantes) e as cidades (pelo menos 50.000 habitantes) são identificadas para cada época.

Quais fontes de dados foram utilizadas?

Global Human Settlement Layer (GHSL), Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia – GHS-POP, GHS-BUILT e GHS-SMOD, R2023A; GADM, Database of Global Administrative Areas, versão 4.1; OpenStreetMap (© colaboradores do OpenStreetMap); Azure Maps (Microsoft).

Qual é a referência metodológica?

European Union/FAO/UN-Habitat/OECD/World Bank (2021). Applying the Degree of Urbanisation — A methodological manual to define cities, towns and rural areas for international comparisons, 2021 edition. doi:10.2785/706535.

Sob qual licença é publicado?

Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).

Como cito este conjunto de dados?

Use a citação exibida nesta página, que traz o DOI do conjunto de dados.

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