Dados de Replicação para: Análise do mercado de trabalho: Demanda por emprego, habilidades e necessidades de formação na Bolívia

Por Social Protection and Labor Markets Division (VPS/SCL/SPL)

Este conjunto de dados reúne as informações que sustentam uma análise da demanda por trabalho e das necessidades de capacitação da força de trabalho nas regiões metropolitanas de La Paz-El Alto, Cochabamba e Santa Cruz, as principais cidades da Bolívia (a publicação associada está disponível apenas em espanhol). Como contraponto, incorpora-se uma amostra de cidades intermediárias e pequenas do país. Para as grandes cidades, os dados de demanda por trabalho vêm de uma pesquisa com empresas feita em 2015 e 2016; para as cidades intermediárias e pequenas, de outra realizada entre 2016 e 2017. O documento traz achados centrais sobre o perfil produtivo de cada cidade, as características das empresas e a dinâmica da força de trabalho: como recrutam e selecionam pessoal, qual a rotatividade registrada, por que demitem, como capacitam e quais competências demandam e valorizam, entre outros aspectos. Encerra com as implicações de política para o mercado de trabalho boliviano.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/da1x-sa03
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
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Citação

Urquidi, Manuel, et al. (2020). Dados de Replicação para: Análise do mercado de trabalho: Demanda por emprego, habilidades e necessidades de formação na Bolívia. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/da1x-sa03

Data de publicação 2020-10-30
Data de modificação 2026-08-26
Tags/Palavras-Chave Demanda por mão de obra · Força de trabalho · Mercado de trabalho · Lacuna de habilidades · Necessidade de habilidades
Idioma
  1. Espanhol
Cobertura Temporal 2015-2017
País
Bolívia
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Urquidi, Manuel
Ergueta, Amparo
Foronda, Carlos
Chumacero, Mauricio
Calvo, Gisele
Durand, Guillaume
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Estrutura dos Dados Dados Semiestruturados
Notas dos Dados

De que forma os donos de pequenas empresas contratam funcionários locais?

Vias de contratação mais frequentes: parentes, amigos ou contatos conhecidos, 55,1%; rádio, 21,0%; jornais, 8,8%; institutos técnicos, 1,7%; outros métodos, 13,4%. Nas regiões metropolitanas (La Paz, Cochabamba, Santa Cruz), a combinação muda: mídia de massa (jornal/rádio/TV), 40%; redes familiares, 19%; bancos de dados da empresa, 15%; internet, 14%; agências de emprego privadas, 5%; recontratação de ex-estagiários, 3%; sindicatos, 2%; murais de emprego universitários, 2%. Preencher uma vaga leva 7 dias para trabalhadores não qualificados e 17 dias para os qualificados. A maior parte dos trabalhadores vem da própria comunidade ou município (78,4%); 13,5% de um município próximo do mesmo departamento; 7,1% de outro departamento; e apenas 1% do exterior. Quando dispensam a mão de obra local, os empregadores justificam por falta de conhecimento ou competências (48,8%), outros motivos (43,9%), alta migração de mão de obra qualificada (4,9%) e expectativas salariais altas demais (2,4%). O número médio de trabalhadores por empresa chega, nas cidades grandes, a 6 (pequena), 27 (média) e 209 (grande); nas cidades pequenas e intermediárias, a 5,76, 22,42 e 194,43, respectivamente.

Que setores concentram a maior parte do emprego na Bolívia?

Distribuição das empresas pesquisadas conforme a atividade principal: serviços, 42,5%; comércio, 27,6%; manufatura, 14,4%; agricultura, 10,2%; e outras atividades, 5,2%.

Quão difundidos estão os programas de estágio e as oportunidades de nível inicial?

76% das empresas contam com um programa de estágio definido. Apenas 12,1% já haviam vinculado estagiários e 33,96% os recebem atualmente; 9,1% planejam converter um estagiário em funcionário permanente, ao passo que 44,19% pretendem receber estagiários no ano seguinte.

Por quais caminhos os bolivianos conseguem emprego?

O boca a boca de parentes, amigos e conhecidos manda em todas as regiões e tipos de empresa. A agricultura é a que mais se apoia nessas redes pessoais, em até 80% dos casos, enquanto serviços, comércio e manufatura combinam mais opções: rádio, jornais, internet e agências. Ainda assim, em muitas áreas as redes pessoais somadas ao rádio respondem por mais de 70% das contratações.

Em média, quanto tempo leva para preencher uma vaga?

Preencher um cargo qualificado leva, em média, 10 dias a mais do que um não qualificado. Entre os cargos qualificados, a espera é mais longa na agricultura (30 dias), seguida do comércio e dos serviços (21 dias cada) e, por fim, da manufatura (12 dias).

Qual é a origem geográfica dos trabalhadores na Bolívia?

Em praticamente todas as regiões e setores predomina a contratação local: mais de 75% dos trabalhadores vêm da própria comunidade, e a contratação de estrangeiros é marginal (≤1%).

Que motivos levam a NÃO contratar mão de obra local?

O obstáculo que mais se repete em todo o país é a falta de competências adequadas. Os demais motivos mudam conforme a região: nas zonas dos Vales pesa sobretudo a forte migração de trabalhadores qualificados; as questões salariais aparecem apenas em uma minoria de casos; e com frequência mencionam-se outras razões de ordem logística, cultural ou de adequação à organização.

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