Dados de Finanças e Gênero para Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago: 2012

Por Institutional Capacity of the State Division (VPS/IFD/ICS)

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Compete Caribbean, realizou a pesquisa Finanças e Questões de Gênero no Caribe (FINGEN) para dar continuidade à Pesquisa de Empresas e Indicadores do Caribe de 2011 (CES 2011), que integra as Pesquisas de Empresas da América Latina e do Caribe (LACES), conduzidas em conjunto pelo BID, pela Compete Caribbean e pelo Banco Mundial.

Nesta nova rodada, cerca de 400 empresas respondentes em Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago foram ouvidas — muitas delas já entrevistadas na CES 2011 —, o que ampliou o olhar sobre gênero e finanças no empreendedorismo caribenho. Entre os temas acrescentados estão:

  • O desempenho das empresas e o acesso a financiamento
  • O gênero da propriedade e da gestão, com destaque para as tendências entre as mulheres proprietárias de empresas em Barbados, as mulheres proprietárias de empresas na Jamaica e as mulheres proprietárias de empresas em Trinidad e Tobago
  • O uso de programas de desenvolvimento produtivo
  • As práticas de gestão e os estilos de liderança

Dessa forma, o conjunto de dados traz uma valiosa perspectiva regional sobre as mulheres proprietárias de empresas no Caribe e sobre como o gênero pesa no acesso ao crédito, no crescimento dos negócios e nas decisões financeiras.

É um material útil para pesquisadores e formuladores de políticas que buscam promover a inclusão financeira e um desenvolvimento econômico equitativo em termos de gênero no Caribe.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/lg4l5otp
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Citação

Carrion Menendez, Alejandro (2016). Dados de Finanças e Gênero para Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago: 2012. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/lg4l5otp

Data de publicação 2016-01-13
Data de modificação 2026-10-28
Tags/Palavras-Chave Finanças públicas
Idioma
  1. Inglês
Em Série Compete Caribbean Enterprise Datasets
Cobertura Temporal 2012-2012
País
Barbados
Jamaica
Trinidad e Tobago
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Carrion Menendez, Alejandro
Tipo de Coleta de Dados Dados de Inquéritos
Tipo Estatístico Dados de Corte Transversal
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Unidade de Observação do Conjunto de Dados

Empresa/organização

Notas dos Dados

O que está incluído no conjunto de dados FINGEN?

Traz dados por empresa coletados em 2012 em Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago, detalhando o acesso a financiamento, o desempenho das empresas, o gênero da propriedade e da gestão e o uso de programas de desenvolvimento produtivo.

Para que serve a pesquisa Finanças e Questões de Gênero no Caribe (FINGEN)?

Seu objetivo é examinar onde gênero e finanças se encontram no Caribe, observando o quanto o acesso ao crédito, as decisões de investimento e o crescimento do negócio variam conforme a empresa seja liderada por um homem ou por uma mulher.

Que países este conjunto de dados cobre?

Abrange três países — Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago — e concentra-se nas mulheres proprietárias de empresas no Caribe e em como as dinâmicas de gênero afetam o desempenho de cada empresa.

Quem realizou a pesquisa?

Ficou a cargo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Compete Caribbean, como continuidade da Pesquisa de Empresas e Indicadores do Caribe (CES 2011). Essa pesquisa fazia parte das Pesquisas de Empresas da América Latina e do Caribe (LACES), conduzidas em conjunto pelo BID, pela Compete Caribbean e pelo Banco Mundial.

De que ano são os dados?

Os dados foram coletados em 2012 junto a cerca de 400 empresas que já haviam respondido à CES 2011.

Quais assuntos o conjunto de dados aborda?

Veja os eixos abordados:
- O acesso a financiamento e o uso de produtos financeiros
- Indicadores de desempenho das empresas (crescimento, lucratividade, inovação)
- O gênero da propriedade e da gestão, com destaque para as tendências entre as mulheres proprietárias de empresas em Barbados, as mulheres proprietárias de empresas na Jamaica e as mulheres proprietárias de empresas em Trinidad e Tobago
- As práticas de gestão e os estilos de liderança
- A participação em programas de desenvolvimento empresarial

Para que serve este conjunto de dados?

Pesquisadores e formuladores de políticas podem recorrer a estes dados para:
- Medir as lacunas de gênero no acesso ao financiamento e nos resultados dos negócios
- Embasar com evidências políticas que impulsionem a inclusão financeira das mulheres empreendedoras
- Acompanhar as tendências regionais da propriedade de empresas por mulheres no Caribe e de seu crescimento

Onde estão a documentação e a metodologia da pesquisa?

Dentro do arquivo ZIP há dois documentos:
- Caribbean-Follow-up-Survey-2012-Survey-Description & Technical Report – notas detalhadas sobre amostragem e metodologia
- Caribbean-Follow-up-Survey-2012-FINGEN-Questionnaire – o questionário completo, com a redação e a estrutura de cada pergunta

É possível comparar os dados entre os países?

Sim. Por adotar uma metodologia harmonizada conforme o marco das Pesquisas de Empresas da América Latina e do Caribe (LACES), a pesquisa permite comparações entre países dos indicadores de gênero e finanças em Barbados, Jamaica e Trinidad e Tobago.

De que forma o gênero pesa nas decisões financeiras e nos resultados?

Conforme os dados, quando uma mulher é dona ou está à frente da gestão, a experiência de financiamento costuma ser diferente. As empresas comandadas por mulheres, por exemplo, relataram mais entraves para chegar ao crédito e usaram menos o financiamento por capital próprio do que as dirigidas por homens.

Por que homens e mulheres divergem na tolerância ao risco de investimento?

De acordo com a pesquisa, as proprietárias recorreram com menos frequência ao financiamento por capital próprio ou a empréstimos participativos, indício de uma tolerância ao risco menor nas decisões de investimento da empresa.

Que disparidades de gênero há no capital de risco para startups lideradas por mulheres?

Os dados do BID revelam que as firmas comandadas por mulheres tinham mais dificuldade de conseguir financiamento por capital próprio. O capital de risco era escasso para todas, mas as lideradas por mulheres relataram taxas de rejeição ainda maiores.

Que obstáculos as mulheres enfrentam para conseguir empréstimos e cartões de crédito?

A pesquisa registra que, ao explicar por que não pediam empréstimos nem crédito, as empresas lideradas por mulheres citavam com mais frequência os trâmites complexos, a falta de garantias e rejeições que já haviam enfrentado.

Em que situação estão as mulheres empreendedoras de Barbados?

Entre as empresas de Barbados reunidas neste conjunto de dados do BID, as comandadas por mulheres apareciam pouco entre as de grande porte e estavam concentradas sobretudo nos serviços, além de acessar menos o financiamento por capital próprio do que as dirigidas por homens.

Que desafios encontram as mulheres que empreendem no Caribe?

Entre os entraves apontados pela pesquisa estão o acesso restrito ao financiamento por capital próprio, taxas mais altas de rejeição de empréstimos e uma forte dependência do crédito de fornecedores.

Como estão as subvenções e o financiamento público para mulheres no meio empresarial em Barbados?

Conforme este conjunto de dados do BID, as subvenções públicas chegavam a poucas empresas no geral — apenas 7,4% dos estabelecimentos — e as comandadas por mulheres as obtinham com menos frequência do que as dirigidas por homens.

Qual a diferença entre a taxa de empreendedorismo feminino de Barbados e a de outros países do Caribe?

Os dados do BID mostram que havia propriedade feminina, embora menos frequente que a masculina: na amostra, 10,9% dos estabelecimentos pertenciam só a mulheres, ante 56% que pertenciam só a homens.

Em que situação estão as mulheres empreendedoras na Jamaica?

Entre as empresas jamaicanas presentes neste conjunto de dados do BID, as comandadas por mulheres costumavam atuar no setor de serviços e esbarravam em entraves de financiamento parecidos com os de Barbados e Trinidad.

Há subvenções e financiamento para mulheres empreendedoras na Jamaica?

No geral, as subvenções governamentais alcançavam pouquíssimas empresas (7,4% dos estabelecimentos), e as comandadas por mulheres declararam um acesso menor do que as dirigidas por homens.

Que desafios enfrentam as mulheres proprietárias de empresas na Jamaica?

Da pesquisa depreende-se que as firmas comandadas por mulheres tinham seus empréstimos negados com mais frequência e pediam menos financiamento por capital próprio, em boa parte pela falta de garantias e pela burocracia dos trâmites.

Como está o empreendedorismo feminino em Trinidad e Tobago?

Entre as empresas trinitárias reunidas neste conjunto de dados do BID havia firmas comandadas por mulheres, embora escassas entre as de maior porte e marcadas por entraves de financiamento parecidos com os da Jamaica e de Barbados.

Que porcentagem das PMEs de Trinidad e Tobago pertence a mulheres?

Segundo os dados do BID, 10,9% dos estabelecimentos pertenciam apenas a mulheres, 6,4% majoritariamente a mulheres e 12,3% igualmente a homens e mulheres.

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