Conjunto de dados CompeteLAC: Uma ferramenta para a concorrência e o desenvolvimento
Metadados e uso
| Identificador | https://doi.org/10.60966/ty9knh84 |
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| Licença | Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional |
| Citação |
Banco Interamericano de Desenvolvimento (2026). Conjunto de dados CompeteLAC: Uma ferramenta para a concorrência e o desenvolvimento. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/ty9knh84 |
| Data de publicação | 2026-02-25 |
| Data de modificação | 2026-08-26 |
| Tags/Palavras-Chave | Concorrência · Poder de mercado · Produtividade |
| Idioma |
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| Cobertura Temporal | 1995-2022 |
| País |
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Equador
México
Uruguai
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| Publicador |
Banco Interamericano de Desenvolvimento
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| Autor |
Banco Interamericano de Desenvolvimento
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| Tipo de Coleta de Dados | Dados Observacionais |
| Tipo Estatístico | Dados em Painel |
| Estrutura dos Dados | Dados Estruturados |
| Recursos Externos | https://competelac.fislac.com/#/methodology |
| Notas dos Dados |
O que é o CompeteLAC e para que ele serve principalmente?Conduzida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a iniciativa CompeteLAC harmoniza dados em nível de empresa para medir a concorrência de mercado na América Latina e no Caribe. Dela resultam indicadores comparáveis de concentração de mercado, dinâmica empresarial, desempenho e poder de mercado. Quem formula políticas e o pessoal analista recorrem a eles para examinar como a concorrência evolui, detectar barreiras estruturais e desenhar reformas que impulsionem a produtividade e um crescimento inclusivo. De que maneira a concorrência de mercado favorece o crescimento econômico na América Latina?Os dados evidenciam que, onde os mercados são mais competitivos, as empresas alcançam produtividade mais alta e a entrada e a saída de negócios se dão de forma mais dinâmica. Quando a concorrência atenua a concentração e o poder de mercado, os recursos são mais bem alocados, surge mais inovação e o crescimento econômico se sustenta no longo prazo. Por que a política de concorrência é decisiva para reduzir a desigualdade nos países latino-americanos?Conforme os indicadores do CompeteLAC, uma concentração de mercado elevada costuma travar tanto a geração de empregos quanto a melhora dos salários. Com marcos de concorrência mais robustos, espera-se menos desigualdade: os mercados se abrem às pequenas e médias empresas (PMEs), quem consome ganha alternativas e os preços recuam nos setores de primeira necessidade. Que diferenças existem entre Brasil e México na aplicação da lei de concorrência?As informações do CompeteLAC realçam diferenças no rigor com que a norma é aplicada: ao longo do tempo, o CADE do Brasil instruiu um número maior de casos de concentração de mercado, ao passo que a COFECE do México lida com setores em que os monopólios estão firmemente estabelecidos. Esse contraste condiciona em que medida a concorrência consegue se converter em ganhos de produtividade. A quais obstáculos as PMEs se deparam ao competir com monopólios nas economias emergentes da América Latina?Ao observar como se distribui o tamanho das empresas, os indicadores revelam que as pequenas e médias empresas (PMEs) esbarram em entraves estruturais: têm dificuldade de acesso ao financiamento, convivem com a captura regulatória e precisam arcar com altos custos para ingressar no mercado. Tudo isso reduz sua margem para competir com as firmas dominantes e, de quebra, consolida a concentração. Como se relacionam a aplicação das normas antitruste e o desenvolvimento sustentável na América Latina?Os dados constroem uma ponte entre o cumprimento das leis de concorrência e resultados de desenvolvimento de maior alcance. Quando a ação antitruste é firme, o poder de mercado enfraquece e, com isso, o crescimento sustentável encontra terreno fértil: a inovação é estimulada, os custos caem para quem consome e a participação no mercado torna-se mais inclusiva. Que efeito as empresas estatais exercem sobre a concorrência do setor privado na América Latina?Conforme os dados do CompeteLAC, onde atuam grandes empresas estatais as firmas privadas costumam ficar com uma fatia menor do mercado e dispõem de pouca margem para definir preços. Se os marcos regulatórios não garantirem regras equitativas, essa situação acaba por frear a concorrência. Que consequências a concentração de mercado na América Latina traz para a desigualdade e a geração de empregos?Quando a concentração é alta — algo que se mede com ferramentas como o Índice de Herfindahl-Hirschman — costuma haver menos empresas e o emprego cresce mais devagar. Nesses mercados, as companhias já estabelecidas saem na frente, o que estreita o caminho de quem quer entrar e alimenta a desigualdade. De que forma a concentração de mercado freia a adoção de tecnologia e a produtividade empresarial na América Latina?O que os dados mostram é que, nos setores muito concentrados, as empresas demoram mais para incorporar novas tecnologias. Por disporem de poder de mercado, sentem menos pressão competitiva para inovar e, por esse caminho, os avanços de produtividade acabam freados em muitas indústrias. Como é a concorrência no setor de telecomunicações e que efeitos ela tem sobre a inclusão digital e o desenvolvimento econômico da América Latina?Conforme os indicadores do CompeteLAC, quanto maior a concorrência nas telecomunicações, mais os preços caem e mais a banda larga se difunde. Esse avanço impulsiona a inclusão digital, pois coloca os mercados e serviços on-line ao alcance das PMEs e dos domicílios, o que acaba dando impulso ao desenvolvimento econômico. |