Tabelas e Figuras de: Desenvolvimento nas Américas 2016

Por Department of Research and Chief Economist (VPS/RES/RES)

O conjunto reúne todas as tabelas e figuras da edição de 2016 de Desenvolvimento nas Américas, obra dedicada ao papel da poupança como motor do crescimento econômico da América Latina. Em vez da visão tradicional de poupar apenas para emergências, o relatório propõe enxergar a poupança como base de uma prosperidade duradoura.

Na região, poupar vai além de amortecer choques financeiros: é também uma maneira de investir no futuro.
- As famílias poupam para custear educação e saúde, viver melhor e chegar com segurança à aposentadoria.
- As empresas poupam para se expandir, inovar e gerar empregos de melhor qualidade.
- Os governos, para financiar obras de infraestrutura, manter serviços públicos essenciais e construir economias mais inclusivas.

Os dados aqui organizados mostram como as decisões de poupança de pessoas, empresas e Estados sustentam o crescimento e fortalecem a capacidade de recuperação de toda a região. A mensagem é direta: os países latino-americanos precisam consolidar uma cultura de poupança que lhes permita não só resistir às crises, mas também aproveitar ao máximo os períodos de expansão.

Mostrar mais

Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/9bdjiwtb
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Citação

Cavallo, Eduardo A., et al. (2016). Tabelas e Figuras de: Desenvolvimento nas Américas 2016. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/9bdjiwtb

Data de publicação 2016-06-01
Data de modificação 2026-07-15
Tags/Palavras-Chave Poupança Corporativa · Taxa de Dependência · Poupança Externa · Poupança das Famílias · Poupança Nacional · Taxa de Poupança
Idioma
  1. Inglês
Cobertura Temporal 1980-2014
País
Argentina
Bahamas
Barbados
Belize
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guatemala
Guiana
Haiti
Honduras
Jamaica
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Suriname
Trinidad e Tobago
Uruguai
Venezuela
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Cavallo, Eduardo A.
Serebrisky, Tomás
Frisancho, Verónica
Karver, Jonathan
Powell, Andrew
Margot, Diego
Suárez-Alemán, Ancor
Fernández-Arias, Eduardo
Marzani, Matías
Berstein, Solange
Bosch, Mariano
Oliveri, María Laura
Izquierdo, Alejandro
Busso, Matías
Fernandez, Andres
Rud, Juan Pablo
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Estrutura dos Dados Dados Semiestruturados
Notas dos Dados

Que fatores impulsionam principalmente o crescimento econômico nos países latino-americanos?

Os dados desenham um encadeamento: poupança → investimento → produtividade das empresas.
- O Capítulo 4 reúne médias por país de investimento, poupança nacional e poupança externa (FMI-IFS) e mostra que o investimento é financiado combinando poupança interna e recursos vindos do exterior.
- O Capítulo 10 evidencia que investem mais as empresas com melhor acesso ao financiamento e maior produtividade. Na amostra da ALC, os ativos fixos são financiados com recursos próprios em uma proporção média próxima de 0,579, sinal de forte dependência do fluxo de caixa interno (planilha f10.5). As firmas menores têm menos margem: conforme cresce o porte da empresa, as linhas de crédito aumentam e o financiamento interno diminui (planilha f10.7).

Que obstáculos travam um crescimento econômico sustentado na América Latina?

As tabelas sobre empresas e financiamento revelam dois gargalos recorrentes:
- Pouco financiamento externo para as firmas pequenas (são as que menos dispõem de linha de crédito, conforme f10.7).
- Investimento muito amarrado aos recursos próprios (média ≈ 57,9% em f10.5), o que coloca um teto na capacidade de investir sempre que os lucros recuam.

O que se recomenda para promover um crescimento econômico inclusivo na América Latina?

Embora as informações sejam descritivas, elas apontam para algumas alavancas concretas que vale a pena testar:
- Abrir o acesso a crédito em condições acessíveis, de modo a fechar a lacuna de financiamento das firmas pequenas que aparece em f10.7.
- Direcionar a poupança para o investimento produtivo, na linha da decomposição investimento/poupança do capítulo 4.
- Reforçar a sustentabilidade do sistema previdenciário — o equilíbrio entre gasto e receita e as projeções de longo prazo do capítulo 7 — como apoio à poupança de longo horizonte e ao capital interno.

Que indicadores econômicos são essenciais para medir o crescimento na América Latina?

  • A Poupança Nacional Bruta (PNB), por região e em sua evolução ao longo do tempo (capítulo 1, f2.1, f2.2).
  • O investimento contrastado com a poupança nacional e a externa, país a país (capítulo 4, f4.2).
  • Os coeficientes de autofinanciamento e de financiamento interno dos ativos fixos (capítulo 10, f10.5).
  • O acesso ao crédito conforme o porte da empresa (capítulo 10, f10.7).
  • O gasto, as receitas e as projeções do sistema previdenciário (capítulo 7, f7.1–f7.6).

Que tendências históricas marcam o desenvolvimento econômico da América Latina?

Os arquivos trazem séries históricas de poupança e investimento referentes ao período 1980–2014, tanto em escala regional quanto por país (cap. 1 f2.1; cap. 4 f4.1); não constituem, porém, um relato exaustivo do desenvolvimento econômico.

Existem números regionais de destaque que se possam reproduzir rapidamente?

  • PNB média (1980–2014): ALC ≈ 17,5% ante a Ásia Emergente ≈ 33,7% (f2.1).
  • Como o investimento é financiado (média por país): o investimento gira em torno de 20,26% do PIB, a poupança nacional fica em 17,15% e a poupança externa em 3,74% (f4.2).
  • Financiamento empresarial conforme o porte (médias da ALC): a cobertura por linha de crédito sobe de ≈45% (5 ou menos) para ≈72% (101+), enquanto o financiamento interno dos ativos cai de ≈68% para ≈57% (f10.7).

Que tipo de comparações são válidas?

  • Confrontar séries temporais entre regiões (por exemplo, a PNB da ALC frente à da Ásia Emergente).
  • Examinar as decomposições de investimento e poupança de um país para outro (FMI-IFS em f4.2).
  • Medir as lacunas de financiamento conforme o porte das empresas, dentro de cada país e na comparação entre eles (f10.7).

Que ressalvas convém ter em mente ao usar os dados?

  • Várias planilhas são matrizes já prontas para gráficos e os nomes das variáveis às vezes vêm abreviados; convém confirmar as unidades, quase sempre % do PIB ou parcelas.
  • A relação de países muda de uma planilha para outra: alinhe as amostras antes de calcular médias.
  • As projeções do capítulo 7 apoiam-se em premissas de cobertura e generosidade; ao citá-las, indique sempre o rótulo do cenário correspondente.

Arquivos do conjunto de dados

Carregar mais