Dados de pesquisa associados a: Que políticas públicas os cidadãos desejam para combater o crime na América Latina e no Caribe?

Por Department of Research and Chief Economist (VPS/RES/RES)

O crime segue entre os desafios mais urgentes da América Latina. Ainda que a América Latina e o Caribe reúnam somente 9% da população mundial, neles ocorrem 33% dos homicídios de todo o planeta.

Este conjunto de dados disponibiliza dados de pesquisa divulgados recentemente sobre quais políticas de combate ao crime a população de toda a região cobra de seus governos. A análise investiga quem reivindica a mudança, o que essas pessoas querem e por quê.

Sobre o conjunto de dados

Os dados servem de base para a publicação Combatendo o crime na América Latina e no Caribe: quais políticas públicas os cidadãos desejam?

  • Fonte 1: AmericasBarometer (2016–2017) — abrangendo 17 países da América Latina
  • Fonte 2: Projeto IADB–LAPOP–Cidades Capitais (2017) — 6.040 entrevistas realizadas em 7 cidades capitais:
    Chile, Colômbia, Honduras, México, Panamá, Peru e Uruguai

Foco da pesquisa

  • Preferências da população por políticas públicas de combate ao crime
  • Diferenças regionais na percepção do crime e no apoio às políticas
  • Fatores sociopolíticos que moldam a opinião pública

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/8ca63qbw
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
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Citação

Cafferata, Fernando G., et al. (2021). Dados de pesquisa associados a: Que políticas públicas os cidadãos desejam para combater o crime na América Latina e no Caribe?. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/8ca63qbw

Data de publicação 2021-05-20
Data de modificação 2026-08-26
Tags/Palavras-Chave Política de segurança cidadã · Determinantes da demanda · Opinião pública · Políticas públicas
Idioma
  1. Inglês
Cobertura Temporal 2017-2018
País
Chile
Colômbia
Honduras
México
Panamá
Peru
Uruguai
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Cafferata, Fernando G.
Scartascini, Carlos
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados de Inquéritos
Tipo Estatístico Dados em Painel
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Como está atualmente o panorama do crime na América Latina?

De acordo com o conjunto de dados, a percepção de crime e insegurança muda bastante de um ponto a outro da região: grande parte das pessoas entrevistadas considera sua cidade ou bairro inseguro (safety_city, safety_neigh). Em vários países, mais da metade dos participantes afirmou sentir-se insegura na própria cidade, o que revela desafios persistentes de segurança urbana.

Por que os países da América Latina têm taxas de criminalidade tão altas?

Variáveis da pesquisa como corrupt_prob, badgov_prob e pov_ineq_prob mostram que, para a população, a corrupção, a má gestão pública e a desigualdade estão entre os principais motores do crime. É comum que as pessoas entrevistadas associem os altos níveis de criminalidade à fragilidade das instituições e à falta de oportunidades econômicas.

Que tipos de crime predominam na América Latina?

A variável victim registra se a pessoa entrevistada já foi vítima de algum crime, e uma parcela considerável menciona furto, agressão ou exposição a crimes violentos. O conjunto de dados traz ainda a probabilidade percebida de homicídio (prob_murder), sinal de ampla consciência sobre os riscos de violência.

Como as taxas de criminalidade da América Latina se comparam às médias mundiais?

A pesquisa ratifica disparidades regionais que coincidem com achados internacionais mais amplos: a América Latina e o Caribe somam cerca de um terço dos homicídios do mundo, embora reúnam por volta de 9% da população mundial, o que reforça os estudos sobre a sobrerrepresentação da região na violência letal.
Fonte: UNODC — Estudo Global sobre Homicídios 2023 e panorama regional do Banco Mundial (2024).

Que questões de segurança os viajantes devem considerar diante do crime na América Latina?

Os dados de safety_city e safety_neigh revelam que mesmo quem mora nas cidades manifesta um receio considerável do crime, sobretudo nas grandes capitais. Por isso, vale a pena os viajantes se informarem sobre as condições de segurança locais e evitarem áreas de alto risco em determinados horários.

Quais são as causas profundas da violência e do crime na América Latina?

Em conjunto, as variáveis referentes à pobreza e à desigualdade (pov_ineq_prob), à corrupção (corrupt_prob) e ao desempenho do governo (badgov_prob) revelam que a população aponta a desigualdade estrutural, a corrupção e a fragilidade da governança como causas relevantes da violência.

Que estratégias existem para reduzir o crime nas cidades da América Latina?

As variáveis de preferência de políticas (pol_finance, pol_qe, pol_concent) refletem o apoio da população a: - Mais financiamento para a polícia e as instituições de segurança - Uma polícia com mais qualidade e melhor treinamento - A concentração da polícia nos bairros com mais criminalidade

Quais são os efeitos socioeconômicos do crime na América Latina?

Ao cruzar as variáveis income, employment e victim, observa-se que as pessoas de menor renda e sem emprego relatam taxas de vitimização mais altas. Isso evidencia o peso econômico do crime e sua estreita relação com a desigualdade.

Como a corrupção e o crime se entrelaçam nos governos da América Latina?

As respostas a pol_corrupt e trust_govt deixam clara uma forte relação entre a corrupção percebida e a desconfiança nas instituições de governo, com frequência associada a uma aplicação deficiente da lei e a problemas de criminalidade que não cedem.

Como os governos respondem às epidemias de criminalidade na América Latina?

Perguntas da pesquisa como pol_finance e pol_importance mostram que a população dá prioridade aos gastos com segurança e à reforma das instituições. Muitas pessoas entrevistadas preferem mais financiamento para a polícia e reformas que fortaleçam a prestação de contas e o treinamento, em vez de apenas aumentar o número de agentes.

Arquivos do conjunto de dados

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