Índice de Desenvolvimento da Banda Larga para a América Latina e o Caribe: 2010-2015

Por Connectivity, Markets and Finance Division (VPS/IFD/CMF)

O IDBA (Índice de Desenvolvimento da Banda Larga para a América Latina e o Caribe) surgiu com um propósito claro: dimensionar a exclusão digital e acompanhar de perto os avanços no acesso à banda larga em toda a região. Sua tarefa central é traçar um retrato do estágio da banda larga nos 26 países membros do BID e em 38 países de referência, 64 economias no total.

Com seus parâmetros comparáveis, o IDBA coloca em evidência temas decisivos, como a penetração da banda larga e da internet na América Latina, e permite quantificar a lacuna digital tanto em chave regional quanto no plano mundial.

O índice possibilita duas leituras comparativas:

  1. Cada país medido em relação ao seu grupo regional
  2. Cada país confrontado com os padrões da OCDE

Sua estrutura metodológica assenta-se em quatro pilares:

  1. Infraestrutura
  2. Aplicações e capacidade
  3. Regulação estratégica
  4. Política pública e visão estratégica

Por trás desses pilares estão 37 indicadores provenientes de instituições de prestígio internacional. Em conjunto, fazem do IDBA um instrumento sólido para que os formuladores de políticas identifiquem pontos fortes, atrasos e oportunidades, e desenhem planos de ação sob medida para o desenvolvimento digital.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/ob7aawt1
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
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Citação

García Zaballos, Antonio, et al. (2015). Índice de Desenvolvimento da Banda Larga para a América Latina e o Caribe: 2010-2015. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/ob7aawt1

Data de publicação 2015-11-20
Data de modificação 2026-07-15
Tags/Palavras-Chave Banda larga · Telecomunicações
Idioma
  1. Espanhol
Cobertura Temporal 2010-2015
País
Argentina
Austrália
Áustria
Bahamas
Barbados
Bélgica
Belize
Bolívia
Brasil
Canadá
Chile
China
Colômbia
Costa Rica
Tchéquia
Dinamarca
República Dominicana
Equador
El Salvador
Estônia
Finlândia
França
Alemanha
Grécia
Guatemala
Guiana
Haiti
Honduras
Hungria
Islândia
Índia
Indonésia
Irlanda
Israel
Itália
Jamaica
Japão
Letônia
Lituânia
Luxemburgo
México
Nova Zelândia
Nicarágua
Noruega
Panamá
Paraguai
Peru
Polônia
Portugal
Rússia
Eslováquia
Eslovênia
África do Sul
Coreia do Sul
Espanha
Suriname
Suécia
Suíça
Países Baixos
Trinidad e Tobago
Turquia
Reino Unido
Estados Unidos
Uruguai
Venezuela
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
García Zaballos, Antonio
Iglesias Rodriguez, Enrique
Cano Cuadra, Lorena
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados Administrativos
Tipo Estatístico Dados em Painel
Estrutura dos Dados Dados Estruturados
Notas dos Dados

Como está a penetração da banda larga na América Latina?

Em vez de oferecer um número único de penetração, o IDBA mede o desenvolvimento da banda larga nos 26 países membros do BID — além dos países de referência — a partir de 37 indicadores que abrangem infraestrutura, aplicações e capacidade, regulação e visão de política pública. O retrato de 2010 a 2015 mostra avanços graduais em quase todos os países, com as economias da OCDE sempre à frente da América Latina.

Na adoção digital, como os países da América Latina e do Caribe se posicionam entre si e o que explica o seu desempenho?

Em vez de contar usuários um a um, o conjunto de dados acompanha a adoção por meio de indicadores compostos. Sob essa ótica, Chile, Brasil e México se destacam nos pilares de infraestrutura e regulação, ao passo que a América Central e o Caribe ficam para trás, prejudicados por investimentos mais escassos e estruturas de política menos firmes.

Por que a penetração de banda larga é tão baixa em alguns países latino-americanos?

O conjunto de dados atribui esses atrasos a três causas que costumam andar juntas: investimento escasso em infraestrutura, estruturas regulatórias frágeis e a falta de uma visão estratégica de política pública. Onde boa governança e investimento se encontram — caso do Chile, por exemplo — as pontuações sobem; onde a regulação está fragmentada, os países perdem terreno.

Que papel a acessibilidade de preço e o custo da banda larga desempenham nas taxas de penetração na América Latina?

Entre suas métricas, o IDBA incorpora indicadores de acessibilidade de preço que relacionam o custo do serviço à renda. Onde a banda larga sai cara diante dos salários, a pontuação cai e a exclusão digital se amplia.

Como Brasil, México e Argentina se comparam em penetração de banda larga? — níveis e fatores que a impulsionam?

No período de 2010 a 2015, cada país seguiu o seu próprio caminho. O Brasil ampliou com vigor sua infraestrutura, embora carregasse problemas de acessibilidade de preço. No México, reformas regulatórias deram fôlego à concorrência e abriram o acesso. A Argentina, ao contrário, investiu pouco em infraestrutura, o que freou a expansão da banda larga. Três fatores fazem a diferença: a regulação, a acessibilidade de preço e o investimento em redes de backbone.

Que papel os provedores de internet (ISPs) e as operadoras de redes móveis cumprem na ampliação da cobertura de banda larga na América Latina?

Tanto as parcerias público-privadas (PPP) quanto as estruturas regulatórias pesam aqui, e o conjunto de dados reforça isso: os países com mercados de ISPs competitivos alcançam as melhores pontuações no pilar de “regulação estratégica”.

Que medidas de política pública os governos latino-americanos podem adotar para elevar a penetração da banda larga?

O IDBA aponta quatro frentes de ação: 1. Investir em infraestrutura; 2. Impulsionar as aplicações e desenvolver capacidades digitais; 3. Fortalecer a regulação estratégica; 4. Adotar uma política pública com visão de longo prazo. Os países com as melhores pontuações nessas frentes são justamente os que adotaram a banda larga mais depressa.

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