Base de Dados Bibliográfica sobre o Mercado de Trabalho Boliviano: 2011-2019

Por Social Protection and Labor Markets Division (VPS/SCL/SPL)

A Base de dados bibliográfica sobre o mercado de trabalho boliviano organiza a literatura especializada que investiga o mercado de trabalho da Bolívia, contemplando sua estrutura, sua trajetória e o contexto socioeconômico em que se insere.
Com materiais que chegam até 2018, o acervo possibilita acompanhar de perto temas como a taxa de desemprego na Bolívia, os padrões de emprego e a participação na força de trabalho nos grandes setores da economia.

Áreas de foco

Entre os eixos documentados pela coleção destacam-se:

  • As tendências históricas e emergentes do emprego no país
  • Os desafios estruturais que incidem sobre o trabalho e a distribuição de renda
  • Os estudos setoriais do trabalho e as políticas de qualificação da força de trabalho

Para além dos relatórios nacionais, o repositório reúne pesquisa comparada de toda a região andina, o que oferece um olhar entre países sobre o emprego na Bolívia e as dinâmicas regionais do trabalho.

Trata-se de um recurso de consulta indispensável para pesquisadores, formuladores de políticas e instituições que pretendem compreender e aprimorar o panorama do trabalho boliviano.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/81mociyk
Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional
Citação

Urquidi, Manuel, et al. (2024). Base de Dados Bibliográfica sobre o Mercado de Trabalho Boliviano: 2011-2019. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/81mociyk

Data de publicação 2024-03-26
Data de modificação 2026-07-15
Tags/Palavras-Chave Mercado de trabalho
Idioma
  1. Espanhol
Cobertura Temporal 2011-2019
País
Bolívia
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Urquidi, Manuel
Durand, Guillaume
Bagolle, Alexandre
Barrero, Diana
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Estrutura dos Dados Dados Não Estruturados
Notas dos Dados

O que abrange a Base de dados bibliográfica sobre o mercado de trabalho boliviano?

Trata-se de uma coleção de referência criteriosamente selecionada, que agrupa publicações voltadas ao mercado de trabalho da Bolívia, à sua evolução histórica e aos fatores socioeconômicos que determinam o emprego e a distribuição de renda.
Nela convergem trabalhos de instituições acadêmicas, organizações internacionais e agências de desenvolvimento, com temas que vão da informalidade do trabalho e do desemprego à participação por gênero e à migração de trabalho no país.

Que categorias de publicações estão reunidas?

O acervo agrupa materiais de naturezas bastante diversas, entre os quais:
- Artigos de periódicos científicos e documentos de trabalho
- Teses e estudos elaborados por instituições
- Notas técnicas e relatórios do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de outros organismos
- Análises comparativas entre a região andina e a América Latina como um todo

Cada registro vem acompanhado de metadados, resumos e etiquetas temáticas que ajudam a percorrer a literatura sobre emprego e política de trabalho da Bolívia.

Que recorte temporal a base de dados contempla?

Reúne pesquisas publicadas entre a década de 1970 e 2018, um período que percorre sucessivas etapas de reforma econômica, ajuste estrutural e transformação do mercado de trabalho após a liberalização na Bolívia.

Que assuntos a base de dados percorre?

Entre os eixos temáticos que o conjunto de dados reúne destacam-se:
- A evolução do emprego e do desemprego na Bolívia
- A informalidade do trabalho e sua incidência sobre a produtividade e a pobreza
- A desigualdade salarial e a distribuição de renda
- O gênero e a diversidade dentro da força de trabalho
- As microfinanças e a participação no trabalho
- As reformas de previdência e de proteção social
- A formação profissional e o desenvolvimento do capital humano

Que constatações a base de dados traz sobre o mercado de trabalho boliviano?

De diferentes registros depreende-se que:
- A mão de obra qualificada é escassa, ao passo que a não qualificada permanece abundante.
- O emprego no setor público tende a captar trabalhadores qualificados que, de outro modo, seguiriam para a indústria privada.
- A informalidade do trabalho persiste como traço definidor da economia urbana boliviana.
- Choques econômicos e reformas de políticas — por exemplo, as de previdência e microfinanças — marcaram profundamente os padrões de emprego e a desigualdade de renda.
- As análises com enfoque de gênero evidenciam lacunas duradouras de salário e de oportunidades entre trabalhadores e trabalhadoras.

Para que finalidades esta base de dados se presta?

Pesquisadores e formuladores de políticas podem recorrer a ela para:
- Reconstituir a trajetória das instituições do mercado de trabalho boliviano.
- Confrontar políticas e reformas trabalhistas no âmbito da região andina.
- Detectar desafios estruturais e oportunidades de desenvolvimento da força de trabalho.
- Fundamentar uma política de trabalho baseada em evidências a partir da análise histórica e comparada.

Quem elaborou a base de dados?

A compilação coube ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que atuou em conjunto com parceiros de pesquisa bolivianos e colaboradores do meio acadêmico para assegurar uma cobertura completa da literatura sobre o mercado de trabalho vinculada ao desenvolvimento econômico e social da Bolívia.

Por que o trabalho informal tem peso tão grande na Bolívia?

Os trabalhos reunidos apontam causas estruturais: a fraca capacidade de fazer cumprir a legislação trabalhista, o custo elevado da formalização para as pequenas empresas e o grande número de microempresas, tanto nas cidades quanto no campo. Soma-se a isso o acesso restrito à proteção social e o descompasso entre a oferta de trabalho e o que o setor formal demanda.

Em que o mercado de trabalho boliviano difere do de seus vizinhos andinos?

As fontes comparadas indicam que a Bolívia registra informalidade mais alta do que o Peru e o Chile, ainda que com desemprego aberto menor. No setor formal, os salários costumam ser mais baixos e a produtividade do trabalho fica aquém da de seus pares regionais, reflexo dos entraves estruturais que limitam a diversificação industrial.

Como evolui o emprego na mineração e nos hidrocarbonetos da Bolívia?

Os dois setores continuam sendo pilares do emprego, ainda que o conjunto de dados aponte uma volatilidade atrelada aos ciclos das commodities. A maior parte dos postos concentra-se na mineração cooperativa, onde faltam proteções formais, ao passo que os hidrocarbonetos criam poucos empregos diretos, mas geram receitas fiscais expressivas.

Que desafios o desemprego juvenil e a sintonia entre formação e emprego colocam na Bolívia?

As pesquisas evidenciam um descompasso duradouro entre o que a formação profissional oferece e o que o mercado de trabalho exige. O desemprego atinge com mais força os jovens que não concluíram o ensino médio, e os programas de capacitação técnica alcançam poucos. Diante disso, emigrar para a Argentina e o Chile tornou-se uma saída frequente.

Que distância salarial separa o setor formal do informal na Bolívia?

A literatura disponível mostra que quem atua no setor formal recebe salários bem mais altos, e a diferença se acentua nas cidades. Como o trabalho informal costuma ficar à margem de benefícios e da seguridade social, a desigualdade se mantém mesmo quando o desemprego medido é baixo.

Como estão a participação laboral feminina e a lacuna salarial de gênero na Bolívia?

Os estudos constatam que as mulheres participam menos do mercado de trabalho, sobretudo no meio rural. Sua presença é desproporcional no trabalho informal e nas tarefas familiares sem remuneração, e a lacuna salarial de gênero se mantém mesmo quando se equiparam escolaridade e ocupação.

Como varia a participação laboral das mulheres entre a Bolívia urbana e a rural?

Nas cidades, a participação das mulheres é maior e volta-se sobretudo para os serviços e o comércio, ao passo que no campo elas se dedicam principalmente à agricultura e ao trabalho familiar não remunerado. Entre os obstáculos ao acesso a um emprego formal apontam-se as normas culturais e os encargos do cuidado infantil.

Que efeito a ascensão do lítio teve sobre a geração de empregos em Potosí?

O conjunto de dados reúne análises iniciais que reconhecem o potencial do lítio, embora, até 2018, fossem escassas as evidências de criação de empregos em larga escala. A maior parte dos postos seguiu nas cooperativas de mineração tradicionais, enquanto os projetos industriais de lítio ainda estavam em andamento.

Que peso a Central Obrera Boliviana tem na negociação salarial e na política de trabalho do país?

As fontes reunidas ressaltam a forte presença da Central Obrera Boliviana (COB) nas negociações tripartites, em que influi no reajuste do salário mínimo e no debate sobre os direitos trabalhistas. Ao longo da história, a mobilização sindical deixou sua marca nos rumos da política de trabalho.

O que leva tantos profissionais bolivianos qualificados a buscar trabalho na Argentina ou no Chile?

Os estudos sobre migração presentes no acervo apontam a diferença de salários, as melhores perspectivas de emprego e o reconhecimento dos diplomas fora do país. Essa fuga de talentos torna-se especialmente visível entre os profissionais de saúde e os engenheiros.

Materiais adicionais

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