Indicadores de Pensões na América Latina e no Caribe: 2019

Por Social Protection and Labor Markets Division (VPS/SCL/SPL)

Os Indicadores de Previdência da Rede PLAC 2019 trazem informações sobre o mercado de trabalho e os sistemas previdenciários de 15 países membros: Argentina, Bahamas, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago e Uruguai.

Os indicadores foram distribuídos em cinco categorias principais:

  • Ambiente
  • Desempenho
  • Sustentabilidade
  • Preparação da sociedade para o envelhecimento e a reforma
  • Desenho do sistema previdenciário

Cada uma dessas categorias se desdobra em subcategorias, o que permite observar em detalhe a dinâmica de cada sistema previdenciário.

Esses indicadores foram criados para apoiar avanços nas seguintes frentes:

  • Cobertura
  • Suficiência dos benefícios
  • Sustentabilidade financeira
  • Equidade e solidariedade social
  • Eficiência
  • Capacidade institucional

O grande diferencial deste conjunto de dados é a comparabilidade, que ajuda a identificar oportunidades de cooperação e troca de conhecimento entre os países.

Para saber mais sobre a metodologia e as orientações de uso, consulte o Manual do Usuário dos Indicadores de Previdência da Rede BID-PLAC.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/kvf0-wg31
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Citação

Altamirano Montoya, Álvaro, et al. (2020). Indicadores de Pensões na América Latina e no Caribe: 2019. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/kvf0-wg31

Data de publicação 2020-12-08
Data de modificação 2026-08-26
Tags/Palavras-Chave Pensão · Poupança para aposentadoria · Previdência social
Idioma
  1. Inglês
Cobertura Temporal 2019-2019
País
Argentina
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
El Salvador
Haiti
Honduras
Jamaica
México
Panamá
Paraguai
Peru
Uruguai
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Altamirano Montoya, Álvaro
Bosch, Mariano
Cabrita Felix, Carolina
Cerda, Rodrigo
García-Huitrón, Manuel
Gutiérrez, Laura Karina
Tapia Troncoso, Waldo
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Estrutura dos Dados Dados Semiestruturados
Notas dos Dados

Que informações estão no conjunto de dados?

Os dados são apresentados por país e abrangem:

  • Características de desenho do sistema — taxas de contribuição, taxas de reposição e idades de aposentadoria.
  • Cobertura — quanto da força de trabalho e da população participa dos regimes previdenciários.
  • Indicadores financeiros — despesas, ativos e medidas de sustentabilidade.
  • Dados separados por sexo — para avaliar a equidade na participação e nos benefícios.

Por que os indicadores de previdência são relevantes para a América Latina e o Caribe?

A população da região envelhece em ritmo acelerado e a informalidade no emprego é alta; juntos, esses fatores ameaçam a sustentabilidade da previdência.
Com esses indicadores, governos e pesquisadores conseguem avaliar a adequação, a equidade e a resiliência fiscal do sistema e embasar reformas que ampliem uma proteção social inclusiva e duradoura.

Para que serve este conjunto de dados?

Os indicadores de previdência na América Latina e no Caribe podem ser usados para:

  • Comparar o desempenho dos sistemas previdenciários entre países e ao longo dos anos.
  • Examinar as lacunas de cobertura entre quem trabalha na formalidade e na informalidade.
  • Subsidiar o desenho de políticas e os debates de reforma sobre a renda de aposentadoria.
  • Investigar a relação entre tendências demográficas e sustentabilidade fiscal.

Quais países estão incluídos?

Reúne dados previdenciários da maioria das economias da América Latina e do Caribe, com variáveis padronizadas que facilitam as comparações entre países.
Contempla tanto os regimes públicos quanto os privados, sempre que há dados disponíveis.

Quais são os principais indicadores do conjunto de dados?

Entre as variáveis centrais estão:

  • As taxas de cobertura da previdência entre trabalhadores e aposentados.
  • As razões de dependência e os indicadores de envelhecimento da população.
  • O gasto público com previdência como percentual do produto interno bruto (PIB).
  • Os benefícios médios de aposentadoria e as taxas de reposição.
  • As taxas de contribuição dos sistemas de benefício definido e de contribuição definida.

Quem elaborou este conjunto de dados?

Foi elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para apoiar a análise de políticas regionais voltadas ao envelhecimento e à proteção social.
Complementa os estudos do BID sobre reforma previdenciária, sustentabilidade fiscal e equidade social.

Qual é a ligação deste conjunto de dados com a política fiscal e social?

Na América Latina e no Caribe, os sistemas previdenciários são peça central da política fiscal e das estratégias de inclusão social.
Esses indicadores viabilizam a análise do gasto público, da redistribuição e da equidade entre gerações, conectando os dados demográficos e econômicos aos resultados das políticas no longo prazo.

Que limitações este conjunto de dados apresenta?

Vale ter em mente que:

  • Alguns países fornecem dados incompletos ou sem harmonização, sobretudo nos regimes previdenciários privados.
  • Diferenças metodológicas na apuração das informações podem prejudicar a comparabilidade ao longo do tempo ou entre países.
  • O conjunto de dados privilegia os indicadores agregados e não traz microdados por domicílio ou por pessoa.

Que indicadores-chave medem o desempenho do sistema previdenciário?

O conjunto de dados acompanha as taxas de cobertura (por exemplo, a taxa total de contribuintes do Paraguai foi de 20,7%), a densidade de contribuição (Paraguai, 11,7%) e as taxas de reposição (reposição de benefício definido [DB] do Paraguai, ~49%). Esses indicadores revelam quantos trabalhadores contribuem, com que constância o fazem e quão adequadas são as aposentadorias diante dos rendimentos anteriores à aposentadoria.

Por que a taxa de reposição líquida é um indicador previdenciário decisivo?

A taxa de reposição mostra que fração da renda anterior à aposentadoria é coberta pela pensão. No Paraguai, nas pensões de benefício definido, ela ficou entre 42% e 49%, o que escancara desafios de adequação ante os mais de 70% registrados no Uruguai.

Como os sistemas de benefício definido e de contribuição definida se comparam quanto às métricas de sustentabilidade?

O conjunto de dados separa as taxas de reposição de benefício definido (DB) das de contribuição definida (DC). Assim, a reposição DB do Paraguai girou em torno de 49%, ao passo que a reposição DC do Chile chegou perto de 61%. Os sistemas DB apoiam-se na solvência fiscal; já os sistemas DC dependem da densidade de contribuição e do retorno dos fundos.

Que indicadores atuariais medem a solvência dos fundos de pensão?

Uma maneira de medir a solvência é a relação entre os ativos dos fundos de pensão e o PIB. No Paraguai, esses ativos correspondiam a 0% do PIB em 2017, um pré-financiamento bastante limitado em comparação aos 69% do Chile.

Que indicadores previdenciários pesam mais para quem planeja se aposentar aos 65 anos?

Aqui a cobertura é o que mais importa: no Paraguai, somente 16% dos idosos recebiam pensões contributivas em 2019, ante 87% no Uruguai. O contraste expõe o risco de uma renda de aposentadoria insuficiente para quem não contribui de forma constante.

Como as mudanças demográficas afetam os indicadores nacionais de sustentabilidade previdenciária?

Em 2019, a razão de dependência de idosos do Paraguai era de 0,322, ou seja, 32 idosos para cada 100 adultos em idade ativa. Quanto mais essa razão sobe, maior a pressão fiscal sobre os sistemas de repartição.

Qual é a diferença entre adequação e sustentabilidade previdenciária?

A adequação trata de quão satisfatórios são os benefícios (taxas de reposição, cobertura dos idosos). A sustentabilidade olha para a viabilidade fiscal (razões de dependência, ativos dos fundos de pensão, nível de dívida). O Paraguai reúne adequação baixa (reposição ~49%) e sustentabilidade frágil (ativos dos fundos em 0% do PIB).

Como se calcula a razão de dependência previdenciária?

Resulta da divisão do número de pessoas com 60 anos ou mais pelo das de 15 a 59 anos. No Paraguai, essa razão foi de 0,322 em 2019, o que aponta para uma carga cada vez maior sobre quem contribui.

Que métricas principais avaliam a saúde de um sistema previdenciário nacional?

O conjunto de dados dá destaque a:
- Taxas de cobertura (contribuintes e beneficiários)
- Densidade de contribuição (meses contribuídos ante os possíveis)
- Taxas de reposição (adequação dos benefícios)
- Indicadores fiscais (ativos dos fundos de pensão, razões de dívida)
- Razões demográficas (dependência, expectativa de vida)

Que efeito o aumento da expectativa de vida tem sobre as razões de sustentabilidade previdenciária?

No Paraguai, aos 60 anos a expectativa de vida era de 19,95 anos para os homens e de 22,15 anos para as mulheres. Viver mais tempo amplia os passivos previdenciários e pressiona os sistemas com baixa densidade de contribuição.

Por que a razão de dependência de idosos é decisiva para os sistemas de repartição?

Nos sistemas de repartição (PAYG), são os trabalhadores ativos que financiam os aposentados. A razão de 0,322 do Paraguai significa menos trabalhadores por aposentado, o que acende o alerta sobre a sustentabilidade.

Arquivos do conjunto de dados

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