Índice InfraScope 2010 para a América Latina e o Caribe

Por IDB Lab (IDB Lab)

Entre os primeiros referenciais regionais a medir o quanto a infraestrutura da América Latina estava preparada para as Parcerias Público-Privadas (PPPs) está o Infrascope 2010.
Resultado do trabalho conjunto entre a Economist Intelligence Unit (EIU) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), esta edição de estreia traçou um retrato minucioso de quão prontos estavam os países da América Latina e do Caribe para atrair e administrar investimentos privados em setores estratégicos de infraestrutura.

Metodologia

Na hora de avaliar os países, o Infrascope 2010 apoiou-se em cinco pilares fundamentais:

  1. Marco legal e regulatório
  2. Capacidade institucional
  3. Maturidade operacional
  4. Clima de investimento e de negócios
  5. Mecanismos financeiros

Representando os alicerces da prontidão para PPPs naquele período, essas dimensões giravam em torno de uma pergunta central: os governos contavam com as leis, as instituições e os mecanismos de financiamento de que precisavam para somar parceiros privados de maneira eficaz?

O contexto pós-crise

Mal havia deixado para trás a Crise Financeira Global de 2008–2009, a região já se via diante de um desafio duplo: reaquecer o crescimento econômico sem perder de vista uma expressiva lacuna de infraestrutura.
Diante de orçamentos públicos cada vez mais apertados, o relatório Infrascope 2010 apresentou as PPPs como instrumento decisivo para mobilizar capital privado e ressaltou que transparência, distribuição de riscos e credibilidade institucional eram requisitos indispensáveis para o êxito.

Acessibilidade dos dados

Com suas pontuações por país, seus rankings e suas notas metodológicas, o conjunto de dados original do Infrascope 2010 segue à disposição de quem realiza pesquisa histórica e comparativa.
As versões arquivadas podem ser consultadas na plataforma IDB Open Data e na documentação de projeto da EIU, que guarda esses primeiros aprendizados sobre a trajetória das PPPs na América Latina.

Principais conclusões e rankings dos países (2010)

Os líderes de 2010

No topo da região apareceram Chile, Brasil e Peru, que ostentavam marcos legais robustos, instituições de PPP já consolidadas e uma participação contínua do setor privado em seus projetos de infraestrutura.

Os retardatários de 2010

Onde os marcos institucionais eram mais frágeis—como em Bolívia, Equador e em várias nações do Caribe—tornou-se difícil oferecer aos investidores ambientes transparentes e previsíveis.
As constantes guinadas nas políticas e a baixa exigibilidade dos contratos figuravam entre os principais entraves ao investimento de longo prazo.

Deficiências comuns

Em toda a região, os obstáculos mais lembrados eram:

  • Ausência de reguladores independentes
  • Interferência política na seleção e supervisão de projetos
  • Sistemas judiciais fracos para fazer cumprir os contratos
  • Expertise técnica limitada dentro das unidades governamentais de PPP

Prontidão setorial

O grau de maturidade da infraestrutura oscilava bastante de um setor para outro.
Ao passo que transporte e energia eram tidos como relativamente avançados, água e saneamento ficavam para trás por causa de estruturas tarifárias complexas e da reduzida participação privada.

O contexto econômico e de políticas de 2010

O boom das commodities

Receitas crescentes com commodities concederam alívio fiscal a muitos países latino-americanos; ainda assim, permanecia aberto o debate sobre financiar a infraestrutura com investimento público ou com esquemas de PPP.
Não raro, a abundância de recursos disfarçava a necessidade de soluções de infraestrutura sustentáveis e conduzidas pelo setor privado.

As primeiras instituições de PPP

Por volta de 2010, eram poucos os países—Chile, México e Colômbia, por exemplo—que já haviam criado agências de PPP ou unidades especializadas nos ministérios das finanças.
Na maior parte dos casos, a capacidade institucional para planejar e supervisionar as PPPs mal começava a se desenvolver.

Apetite dos investidores

Uma vez superada a crise financeira, os investidores internacionais olharam para os projetos de infraestrutura latino-americanos com um otimismo cauteloso.
O interesse continuava forte, mas, antes de comprometer capital, os investidores cobravam mais estabilidade regulatória e mecanismos para mitigar os riscos.

Evolução e comparação (2010 vs. 2025)

Uma retrospectiva de 15 anos

Passados quinze anos, o Infrascope 2025 evidencia viradas expressivas na prontidão para PPPs.
Enquanto Colômbia, Uruguai e Paraguai subiram de forma considerável nos rankings, outros países estacionaram em razão da incerteza política ou de restrições fiscais.

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Metadados e uso

Identificador https://doi.org/10.60966/2hnsmpns
Licença Creative Commons Atribuição–NãoComercial–SemDerivações 3.0 IGO
Citação

Banco Interamericano de Desenvolvimento (2010). Índice InfraScope 2010 para a América Latina e o Caribe. Dados Abertos do BID. https://doi.org/10.60966/2hnsmpns

Data de publicação 2010-11-08
Data de modificação 2026-10-28
Tags/Palavras-Chave Índice Infrascope
Idioma
  1. Inglês
Cobertura Temporal 2010-2010
País
Argentina
Brasil
Jamaica
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Trinidad e Tobago
Uruguai
Venezuela
Chile
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guatemala
Honduras
Região América Latina e Caribe
Publicador
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Autor
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Tipo de Coleta de Dados Dados Observacionais
Estrutura dos Dados Dados Semiestruturados
Unidade de Observação do Conjunto de Dados

País

Notas dos Dados

O que é o Índice Infrascope 2010?

O Índice Infrascope 2010 afere o quanto os países da América Latina e do Caribe são capazes de implantar e administrar Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de infraestrutura.
Sua elaboração coube à Economist Intelligence Unit (EIU), com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), servindo como referência do nível de prontidão institucional, legal e financeira para a participação privada na infraestrutura pública.

Quais dados estão contidos neste conjunto de dados?

Ele reúne as pontuações e classificações por país do Infrascope 2010, distribuídas em cinco categorias que delimitam a prontidão para PPPs:

  1. Marco legal e regulatório
  2. Capacidade institucional
  3. Maturidade operacional
  4. Clima de investimento e de negócios
  5. Mecanismos financeiros

Por meio desses indicadores, mede-se com que eficácia cada país concebe, financia e executa projetos de infraestrutura pela via das PPPs.

A que período corresponde o conjunto de dados?

Refere-se ao ano de avaliação 2010 do Infrascope e retrata o cenário pós-crise financeira da política de infraestrutura, da regulação e da disposição para investir em toda a América Latina e o Caribe.

Por que o Infrascope 2010 teve tanta relevância?

A edição de 2010 firmou-se como ponto de partida para acompanhar a evolução das PPPs na região.
Realizada logo após a Crise Financeira Global de 2008–2009, ela deixou uma “fotografia do momento” de como os governos conciliavam as restrições fiscais com a urgência de investir em infraestrutura.

Quais países o estudo abrange?

O levantamento alcança 19 países da América Latina e do Caribe, entre os quais:

Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai, Panamá e outros que, naquele momento, já contavam com marcos de PPP em funcionamento ou em formação.

Quem esteve por trás da criação e do financiamento do índice?

A concepção do índice ficou a cargo da Economist Intelligence Unit (EIU), ao passo que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) entrou com o financiamento e o conhecimento da região.
Foi essa parceria que assegurou a comparabilidade entre os países e o rigor metodológico em cenários econômicos e políticos bastante diversos.

De que maneira as pontuações foram obtidas?

Para montar as pontuações, combinaram-se indicadores quantitativos—como as leis em vigor, a quantidade de projetos de PPP e a profundidade do mercado financeiro—com avaliações qualitativas feitas por especialistas da região.
Em seguida, atribuiu-se um peso a cada indicador para chegar a pontuações compostas, o que possibilitou ordenar os países conforme sua prontidão para PPPs.

Quais países se destacaram acima dos demais em 2010?

À frente do Infrascope 2010 estavam Chile, Brasil e Peru, países que aliavam marcos legais sólidos, uma macroeconomia estável e um apoio institucional decidido às PPPs.
Não por acaso, tornaram-se as primeiras referências de governança de infraestrutura na América Latina.

Em quais países se concentraram as maiores dificuldades?

Onde a experiência com PPP era escassa—caso da Bolívia, do Equador e de vários estados do Caribe—as pontuações ficaram mais baixas, prejudicadas por marcos legais frágeis, capacidade institucional reduzida e instabilidade política ou fiscal que afasta o investimento privado.

Que usos os pesquisadores podem fazer do conjunto de dados atualmente?

Com este conjunto de dados, quem pesquisa pode:

  • Cotejar a evolução da prontidão para PPPs ao longo do tempo recorrendo a edições mais recentes do Infrascope (2012, 2014, 2019, etc.)
  • Investigar os padrões de investimento posteriores à crise na América Latina
  • Examinar de que forma aqueles primeiros marcos de PPP moldaram a maturidade da infraestrutura e os modelos de financiamento atuais

Que limitações é importante ter em mente ao usar o conjunto de dados?

  • Retrata circunstâncias próprias de 2010 e não desce ao detalhe de cada projeto.
  • Por seu componente qualitativo, alguns indicadores se apoiam no julgamento de especialistas.
  • Convém lê-lo como uma linha de base, e não como um modelo de previsão.

Arquivos do conjunto de dados

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